Segundo informações divulgadas pelo Blog da Andréia Sadi, do portal de notícias G1, o presidente Michel Temer se reuniu com aliados, neste domingo (15/10), para traçar estratégias que possam livrá-lo da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque nesta semana será votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) a denúncia, protocolada pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer.
O parecer apresentado pelo relator, deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) indica que o STF não investigue Temer pelas acusações de participação em organização criminosa e obstrução de justiça.
Entre as ações que foram debatidas está o envio, esta semana, de uma carta aos parlamentares da base aliada. De acordo com a jornalista, o presidente discutiu os termos da carta – que também deve ser endereçada a senadores – com seu marqueteiro Elsinho Mouco, além dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), também alvos da denúncia da PGR.
Com a carta, Temer quer desqualificar as delações premiadas que o citam, realizadas pelo empresário Joesley Batista, da J&F, e pelo doleiro Lúcio Funaro, ambos presos. O presidente ilegítimo pretende, também, dizer que é vítima de uma conspiração.
O PSOL, que tem feito reiteradas denúncias sobre a ação da bancada governista para, mais uma vez, blindar Temer e impedir que ele seja investigado, atuará para que o relatório de Andrada seja derrotado na Comissão e que um parecer favorável à investigação pelo STF vá à apreciação do plenário da Câmara. A pressão agora é sobre os membros da CCJ.

