Em sua escalada golpista, Bolsonaro convocou seus apoiadores a se manifestarem no próximo dia 7 de setembro, data do bicentenário da independência do Brasil. Na agenda dessas manifestações estão ataques ao sistema eleitoral, aos ministros do STF e aos seus adversários políticos.
O presidente, isolado após movimentos como a Carta pela Democracia, divulgada dias atrás na Faculdade de Direito da USP, e a posse de Alexandre de Moraes como novo presidente do TSE, fará do 7 de setembro sua tentativa derradeira de ganhar terreno e remobilizar a parte mais fanática de sua base de apoiadores.
Lula segue com ampla dianteira nas pesquisas, com chances reais de vitória ainda no primeiro turno. Isso se deve, dentre outros fatores, à profundidade da crise econômica, social e ambiental, enquanto a rejeição a Bolsonaro parece ser irreversível em pelo menos alguns estratos decisivos da população, como entre as mulheres, os eleitores mais jovens e as camadas mais pobres da classe trabalhadora. É este contexto que faz com que Bolsonaro e a extrema-direita mantenham a chantagem das ameaças golpistas e de violência política para questionar o resultado das urnas.
Diante desse cenário, a Campanha Nacional #ForaBolsonaro aprovou um calendário de mobilizações, concentrado em três datas principais: 11 de agosto (dia do estudante); 7 de setembro (Grito dos Excluídos) e 10 de setembro (ato em defesa da democracia). Consideramos prioritário que a resposta ao 7 de setembro bolsonarista seja uma mobilização democrática massiva no 10 de setembro em escala nacional. Essa mobilização será decisiva para aumentar o isolamento político do discurso golpista e gerar a energia necessária na reta final da campanha para derrotar Bolsonaro nas eleições.
Recomendamos para nossas candidatas e candidatos que estarão nas ruas no Dia da Independência e para os que estarão participando no Grito dos Excluídos, cuidados redobrados com segurança, evitar cair em provocações e manter distância das manifestações bolsonaristas.
Nosso propósito é dialogar com as maiorias sociais: trabalhadores e trabalhadoras, juventude, mulheres, negros e negras, povos indígenas, LGBTQIA+ dentre outros setores sociais historicamente marginalizados nos 200 da independência política do país.
Vamos responder ao golpismo bolsonarista com toda força no 10 de setembro. Vamos às ruas para ampliar a mobilização e garantir a vitória de Lula e a eleição de uma grande bancada do PSOL, realizando agendas de rua, formando comitês de campanha, realizando comícios nos bairros, disputando a as maiorias para a reconstrução de um Brasil de direitos a partir de outubro.
Executiva Nacional do PSOL
29 de agosto de 2022

