fbpx

Nova sessão do Conselho de Ética da Alesp é marcada por justificativas absurdas para assédio a Isa Penna

Na manhã desta segunda-feira (1) aconteceu mais uma sessão do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) destinada ao caso de assédio sexual à deputada estadual do PSOL, Isa Penna, pelo também deputado Fernando Cury em sessão legislativa de dezembro de 2020. Deputados foram convidados a prestar esclarecimentos e narrar o que viram no momento do assédio. A defesa de Isa Penna, assim como a defesa de Cury também tiveram a oportunidade de se manifestar.

O relator indicado para o caso, Emídio de Souza, ficou responsável por realizar as oitivas das testemunhas arroladas pela defesa de Penna.

O primeiro deputado foi o deputado Teonilio Barba (PT). Barba testemunhou o ocorrido no plenário e afirmou que ‘abraço’ só é considerado quando há permissão, quando a pessoa está vendo, e que Penna não permitiu o gesto, pois estava de costas e não viu o momento em que isso ocorreu. Barba destaca que o caso é grave e que durante seus seis anos de atuação na Casa nunca viu nada parecido.

Posteriormente foi ouvido o deputado Coronel Telhada (PSDB), que disse não ter presenciado os fatos e que se soube do ocorrido no dia seguinte. Os demais deputados convocados, Gilmaci Santos (PRB) e Alex de Madureira (PSD), que tentou impedir Cury de se aproximar da deputada no plenário, não estavam presentes na sessão e não houve justificativa das faltas. O deputado Alex de Madureira é o deputado que aparece contendo Cury segundos antes do ato cometido a Isa.

O advogado da deputada questionou ao Conselho se é aceitável que alguém abrace por trás outra pessoa no ambiente de trabalho sem consentimento. Disse ainda que a intenção subjetiva do deputado não pode ser avaliada, mas que sua intenção de se aproximar por trás da deputada sem consentimento é clara, assim como é clara a quebra de decoro parlamentar.

Ao final da sessão, o advogado de Fernando Cury, Roberto Delmanto Jr., disse que o ato foi inadequado e sem o consentimento de Penna mas que Cury teria um passado “ilibado” e por isso não deveria ser julgado de forma “drástica”. Afirmou ainda, utilizando uma foto de um torso masculino desnudo, que o toque teria sido nas costelas da deputada e não em seu seio, e que seria um “exagero falar que houve um crime”.

Isa Penna reafirma que a luta para a cassação de Cury é significativa na sociedade, considerando as manifestações de apoio que recebeu. “A quebra de decoro é evidente e, nos termos do regimento, a pena é a cassação”, aponta a deputada. O Conselho de Ética, no entanto, para a surpresa da deputada, parece apontar para a suspensão do deputado. Caso este seja o caminho escolhido, a deputada acredita que a suspensão deveria ser, no mínimo, de um ano dada a gravidade do caso.

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,600SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas