Os partidos PSOL, PT e Rede Sustentabilidade apresentaram nesta terça-feira (19) um aditamento à representação que pede acassação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética do Senado, por quebra de decoro parlamentar.
O acréscimo anexa à petição inicial a entrevista, de 17 de maio, dada à Folha de S. Paulo pelo empresário Paulo Roberto Franco Marinho, na qual afirma que, em 2018, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, obteve acesso a informação privilegiada da Polícia Federal sobre as investigações de “rachadinha” e desvio de dinheiro público no seu gabinete no Rio de Janeiro.
A representação foi apresentada pelas legendas no dia 19 de fevereiro, elencando uma série de desvios de conduta praticados pelo senador. Quase 90 dias depois, a petição permanece em exame técnico preliminar na Advocacia do Senado Federal.
“ Esse é um forte indício da existência de relações impróprias de Flávio e sua família com a Polícia Federal, e que reforça nosso pedido de cassação. Além disso, corrobora as suspeitas sobre o interesse dos Bolsonaro em interferir em investigações do órgão que os envolviam. Agora precisamos que o Conselho de Ética dê uma resposta rápida à sociedade”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.


