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Para atingir meta fiscal, Temer pretende congelar salário de servidores

O assunto tem sido um dos mais comentados nos veículos da grande imprensa. Os principais jornais impressos e os telejornais das emissoras de TV têm dado, diariamente, que o governo pretende anunciar esta semana a revisão da meta fiscal de 2017 e 2018. Para isso, a saída apontada pelo Palácio do Planalto, com o respaldo da grande mídia, são corte em investimentos nas áreas sociais e congelamento nos salários dos servidores públicos federais.

Ainda sem chegar a um acordo preciso sobre os cálculos da situação fiscal, o que tem gerado divergência entre a própria equipe econômica de Temer e sua base aliada no Congresso Nacional, o governo ilegítimo já adiantou uma série de medidas para conter investimentos (gastos, nas palavras dos especialistas alinhados ao governo) com o funcionalismo. Além do congelamento dos reajustes dos servidores do Executivo, previstos para 2018, o Planalto também planeja a fixação de um limite de R$ 5 mil para os salários de servidores em início de carreira e dos futuros que entrarão e corte de gastos em benefícios como auxílio-moradia, auxílio-reclusão e ajuda de custo.

Segundo divulgou o Broadcast do Estadão, a ideia de Temer é postergar para janeiro de 2019, ou seja, em um ano, os reajustes prometidos a maioria das carreiras de funcionários públicos. Professores, militares, auditores da Receita, peritos do INSS, carreiras jurídicas, diplomatas e oficiais de chancelaria estão entre as categorias que poderão ser atingidas.

O governo alega uma economia de cerca de R$ 9 bilhões para 2018, mas sem dizer que outros gastos seguirão sendo feitos, como a liberação de emendas parlamentares, tanto para salvar a pele de Michel Temer das investigações da Lava Jato quanto para garantir votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência. Além disso, grandes empresas continuam sonegando impostos para a Receita Federal, cujo prejuízo não é computado pelo governo para explicar o falacioso déficit previdenciário.

Está prevista para esta terça-feira (15/08) uma reunião na casa de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O objetivo é acertar os cálculos da nova meta fiscal e definir como se darão os cortes. Na última quinta-feira (10), Temer também se reuniu com os ministros da área econômica para tratar do assunto.

Os servidores públicos federais prometem reagir às medidas do governo. Uma série de mobilizações está sendo pensada para os próximos dias, e eles não descartam uma paralisação em setembro.

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