A deputada estadual do PSOL no Pará, Lívia Duarte, assim como a vereadora de Belém (PA) Vivi Reis, as deputadas federais Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna e a deputada estadual Mônica Seixas (SP), todas também do PSOL, estiveram na última quinta-feira (19) na ocupação realizada pelo movimento indígena do Baixo Tapajós na sede da multinacional Cargill, em Santarém (PA).
A mobilização completa um mês de resistência e luta pela revogação do Decreto 12.600/2025, que inclui os rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização (PND), o que abre caminho para a privatização de sua exploração.
Pela manhã da quinta, Lívia Duarte participou de uma barqueata ao lado dos indígenas, ocasião em que que uma balsa da Cargill foi ocupada pelos manifestantes. À tarde, Lívia se somou a uma plenária do movimento indígena ao lado das outras parlamentares do PSOL.
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O decreto federal tornou-se alvo de críticas de organizações indígenas e ambientais, que apontam os impactos socioambientais que ele causará. Entre as preocupações levantadas estão intervenções como dragagens e alterações na dinâmica dos rios, além de efeitos sobre comunidades tradicionais que dependem diretamente dos territórios.
“A privatização do rio Tapajós vai atender interesses de grandes sojeiros que querem fazer do rio uma rota comercial, sem que sejam realizados estudos de impacto ambiental, sem consulta às populações afetadas e sem gerar renda à economia local. É muito importante manter a mobilização contra dragagem e a privatização dos rios da Amazônia. É fundamental que o Decreto seja revogado”, declarou Lívia Duarte.
Em declaração durante a agenda, Sâmia Bomfim afirmou que a discussão envolve “rios estratégicos, modos de vida tradicionais e patrimônio ambiental”. Já Fernanda Melchionna destacou que o tema deve provocar debate legislativo e institucional nas próximas semanas.
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