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População negra é maioria entre desempregados, confirma nova pesquisa do IBGE

A nova Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17/11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirma o que já é uma triste realidade da história de diferenças no país. A população negra, classificada pelo Instituto como preta e parda, continua sendo a maioria entre a força de trabalho desempregada.

No terceiro trimestre deste ano, dos 13 milhões de trabalhadores desocupados, 8,3 milhões eram pretos ou pardos, o que dá 63,7% do total. De acordo com a pesquisa, 35,6% dos trabalhadores brancos estão entre os desocupados. Com isso, a taxa de desemprego da população negra ficou em 14,6%. Entre trabalhadores brancos a taxa é de 9,9%.

Entre os negros, os pardos são que estão entre os mais atingidos pelo desemprego, pois representam 52,6% dos 8,3 milhões. As pessoas pretas são 11,1%, quase dois pontos percentuais a mais em relação ao mesmo período de 2012, cuja taxa ficou em 9,3%.

Os negros representam 54,9% da população brasileira com 14 anos ou mais. Porém, a proporção de pretos ou pardos ocupados (52,3%) é inferior à da população branca (56,5%). Além disso, o rendimento dos trabalhadores negros foi de R$ 1.531 no terceiro trimestre, correspondendo a 56% do rendimento médio dos brancos, que é de R$ 2.757.

Já a taxa chamada de subutilização da força de trabalho (a que representa a fala de trabalho adequado e que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial) ficou em 23,9%, o que representa 26,8 milhões de pessoas. No 2º trimestre de 2017, para Brasil, essa taxa foi de 23,8% e, no 3º trimestre de 2016, 21,2%. As maiores taxas por estado foram observadas na Bahia (40,1%), Piauí (38,5%), e Maranhão (37,0%) e as menores em Santa Catarina (10,9%), Mato Grosso (14,8%) e Rondônia (15,5%).

Mulheres fora do mercado formal
O estudo confirma, ainda, as mulheres como sendo a maioria fora da força de trabalho, ou seja aqueles trabalhadores que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa. As trabalhadoras representam 65,1% desse contigente, mantendo a tendência das pesquisas realizadas pelo IBGE.

Os índices mostrados pela recente pesquisa do IBGE apontam que o Brasil continua com uma realidade de profundas desigualdades em relação aos trabalhadores negros e às mulheres. Historicamente, esses setores da população estão na dianteira das taxas de desempregados, o que vem se agravando, ainda mais, com as políticas do ajuste fiscal imposto pelos sucessivos governos, e aprofundado agora pelo governo de Michel Temer.

Com a reforma trabalhista, já em vigor, e com a reforma da Previdência, ainda em tramitação no Congresso Nacional, mulheres e negros permanecerão sendo os mais atingidos por um sistema que é uma fábrica de desigualdades e opressões.

 

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