A greve no Metropolitano de Lisboa deverá ter início a partir das 23h desta quarta-feira (24) e se estenderá até às 00h15 de sexta-feira (25). O Tribunal Arbitral de Portugal não fixou serviços mínimos para esta paralisação.
Segundo informa a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) em sua página de internet, com estas lutas “os trabalhadores exigem a manutenção da componente social do serviço prestado pela empresa”, “o cumprimento integral do Acordo de Empresa e o fim dos roubos nos salários e nas reformas”.
Também fazem parte das reivindicações anunciadas “a reposição do quadro de trabalhos, necessários para a reposição de um serviço com maior qualidade e segurança” e um “investimento que permita a reposição de um serviço com a qualidade e segurança que os utentes têm direito”.
“Esta é uma luta em defesa dos trabalhadores, que, devido às políticas de destruição do serviço social do Metropolitano de Lisboa, estão vendo os preços aumentar e a redução da regularidade e frequência dos comboios, enquanto as condições de trabalho e remuneratória degradam e os postos de trabalho diminuem, enquanto crescem os números dos cargos de direção”, ressalta a Fectrans.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), por sua vez, convocou para sexta-feira (25) uma paralisação de 24 horas como forma de protesto pela carência de recursos humanos e as falhas no sistema de informática.
“É necessário dizer um basta”, afirmou o presidente do SFJ, Fernando Jorge.
Uma greve a cada cinco dias
Desde que o governo PSD/CDS-PP tomou posse, em junho de 2011, os sindicatos da Função Pública já convocaram 208 greves, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Diário de Notícias, com base num levantamento dos avisos e pré-avisos de greve comunicados à Direcção-Geral da Administração Pública e Emprego (DGAEP).
A política de austeridade imposta pela maioria de direita, que se traduziu em cortes salariais, encerramento de serviços públicos, privatizações e demissões em massa, deu origem aos protestos.

