O prefeito interino de São Caetano do Sul, no ABC paulista, Tite Campanella (Cidadania), articulou junto com sua base aliada na Câmara Municipal da cidade um pedido de cassação do mandato coletivo do PSOL, chamado de Mulheres por Mais Direitos, pelo apoio ativo à luta por moradia digna na cidade. Na última terça-feira (8), o legislativo municipal apresentou uma Comissão de Ética ilegal para avaliar a possível cassação do mandato psolista.
Encabeçadas pela covereadora Bruna Biondi (PSOL), as Mulheres por Mais Direitos foram eleitas com mais de 2 mil votos na cidade. Também são covereadoras as militantes Paula Aviles e Fernanda Gomes.
As Mulheres por Mais Direitos apoiaram uma ocupação de luta por moradia, conhecida como ocupação Di Thiene. Famílias foram reprimidas pela GCM, a mando do prefeito, que privou até mesmo o fornecimento de alimento e o acesso a sanitários às pessoas. Uma criança chegou a ser levada ao hospital após ser atingida por spray de pimenta. A Justiça precisou intervir, após liminar proibindo despejos durante a pandemia conseguida pelo PSOL no Supremo Tribunal Federal (STF), obrigando a prefeitura a fornecer abrigo provisório digno às famílias.
O mandato coletivo está sendo perseguido por cumprir o seu papel e apoiar movimentos sociais. Em plena pandemia, ao invés de apoiar a população, a Câmara quer atacar a democracia. Uma casa com 80% de vereadores homens quer cassar um mandato coletivo, feminista e de esquerda.
As covereadoras do PSOL divulgaram um abaixo-assinado para ajudar a pressionar os parlamentares de São Caetano do Sul e defender a manutenção do mandato feminista na Câmara Municipal da cidade. Ajude a pressionar e assine clicando aqui.



