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Jhonatas Monteiro, vereador do PSOL, junto com professores e estudantes, é agredido em Feira de Santana (BA)

Professores, estudantes, jornalistas e vereadores do município de Feira de Santana, na Bahia, foram alvo de empurrões, pontapés e spray de pimenta na quinta-feira (31), durante manifestação na Prefeitura. O ato acontecia após deflagração de greve da categoria docente municipal, que tem uma pauta de reivindicações que inclui melhorias na estrutura das escolas, regularização de pagamentos, dentre outras pontos ligados à qualidade da educação.

Após a Guarda Municipal usar a força, as portas da Prefeitura foram trancadas, prendendo os manifestantes no local durante a tarde, inclusive o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), com parte de sua equipe de mandato. Ele e outros vereadores estavam no prédio para tentar mediar uma negociação entre os grevistas e o prefeito Colbert Martins Filho (MDB), que não se fez presente.

No final da tarde a saída do prédio foi liberada, mas os manifestantes decidiram seguir em ocupação, na tentativa de garantir uma audiência com o prefeito. Já durante a noite, após a energia do prédio ter sido cortada e a polícia ter sido chamada ao local, a Guarda Municipal entrou no prédio e agrediu professoras, danificou paredes, atirou cadeiras e usou spray de pimenta mais uma vez, protagonizando um cenário de guerra que foi transmitido ao vivo pelo perfil do vereador Jhonatas no Instagram (@jhonataspsol).

As cenas lamentáveis são o desfecho triste das tensões entre a categoria docente do município e a prefeitura. Desde 2021 professoras e professores amargavam cortes de salário e irregularidades nos pagamentos, além da falta de adequação de muitas escolas às medidas sanitárias de controle da Covid-19. Com o início do ano letivo de 2022, a infraestrutura das escolas mostrava-se ainda pior, com falta de carteiras, quadros, merenda, pessoal de apoio e vigilância, além de déficit de professores, que seguiam enfrentando problemas salariais. Em função disso, desde a semana passada a categoria realizava paralizações de advertência e tentava negociar com a Secretária Municipal de Educação, Anaci Paim, mas as reuniões não apontaram nada de concreto, já que a Secretária não se comprometeu com nenhuma das pautas.

A manifestação de hoje era a mais recente tentativa de negociação, dessa vez diretamente com o Prefeito. Mas além de não atender a categoria, este ordenou as ações violentas, jogando mais gasolina na fogueira da educação pública de Feira de Santana, em clara decadência. O vereador Jhonatas Monteiro, que ainda se encontra na ocupação, teve um momento de negociação por telefone com o Secretário de Prevenção à Violência, Moacir Lima dos Santos, na tentativa de garantir a integridade física dos manifestantes diante das ações da Guarda, que resultou na garantia de que esta não entraria mais no prédio e na marcação de uma reunião de negociação com o prefeito para a sexta-feira (01), às 08h.

A ocupação na Prefeitura segue durante a noite, como forma de pressão para que o prefeito cumpra a palavra e a reunião de fato aconteça, e uma vigília foi organizada em frente ao local. Professores, estudantes, militantes de organizações políticas e simpatizantes da causa estão se somando a essa iniciativa, não apenas como demonstração de apoio para quem segue na ocupação, mas também como forma de coibir novos episódios de violência.

O PSOL Nacional repudia a truculência e violência por parte do governo do município, e manifesta seu total apoio a todas aquelas e aqueles que lutam por educação pública de qualidade, sobretudo nesses tempos em que querem vê-la destruída.

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