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Professores e estudantes do Paraná na luta contra a política de Temer e Richa

O movimento da educação do Paraná, iniciado no início do mês com as ocupações dos estudantes secundaristas, ganha força a partir da próxima semana. Em assembleia realizada na quarta-feira (12/10), professores da rede estadual de ensino aprovaram deflagrar greve em todo o estado a partir da próxima segunda-feira (17). Com isso, a luta passa a ser unificada contra as políticas de arrocho impostas pelos governos de Michel Temer (PMDB) e de Beto Richa (PSDB).

A assembleia, realizada pela APP-Sindicato (Sindicato dos Professores do Paraná), contou com cerca de 2 mil professores, cuja maioria, após um amplo debate, decidiu dar uma resposta à forma como o governador Beto Richa vem atacando a educação pública estadual, depreciando as ações do sindicato, desvalorizando o trabalho dos educadores e passando por cima também dos direitos dos estudantes.

A APP-Sindicato explica que o motivo que levou a categoria a decidir pela deflagração da greve foi a atitude do governo, que voltou atrás no seu compromisso de pagar a data-base em janeiro de 2017, conforme conquista da última greve da categoria. Passando por cima do acordo, o governo tucano de Richa enviou à Assembleia Legislativa uma proposta (Mensagem de Lei 043/2016) que suspende o pagamento do direito e condiciona o pagamento das promoções e progressões (são mais de 600 milhões em atraso) às sobras do caixa do Estado.

Reivindicações
A pauta de reivindicações da categoria contempla os seguintes itens: retirada das emendas da LDO contidas na Mensagem 43 que afetam o cumprimento da data-base; implantação e pagamento dos atrasados das progressões e promoções; equiparação do salário dos funcionários ao salário mínimo regional; reajuste do auxílio transporte para funcionários e o abono da falta em decorrência da participação na manifestação do dia 29 de abril.

Além das questões específicas da categoria, a greve também inclui pautas gerais da classe trabalhadora, como a luta contra a MP 746/2016 (reforma do ensino médio), a PEC 241/2016, o PLC 54/2016 (antigo PLP 257/2016) e a reforma da Previdência que está sendo elaborada pelo governo Temer.

Luta dos estudantes
Desde o início de outubro, estudantes do ensino médio do Paraná estão em luta para denunciar os ataques dos governos federal e estadual, especialmente a MP enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer, que traz verdadeiros retrocessos ao ensino médio.

Foto: Leandro Taques/Jornalistas Livres
estudantes_pr_leandrotaquesDe acordo com o movimento de secundaristas, atualmente há mais de 250 escolas ocupadas, espalhadas em pelo menos 40 cidades do estado. Embora há mobilizações de estudantes em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte, é no Paraná onde se concentra, atualmente, o maior foco da resistência estudantil.

Os estudantes exigem a anulação da Medida Provisória publicada em 23 de setembro, que, entre outras medidas, prevê aumento da carga horária para os alunos (o objetivo é chegar ao ensino integral), uma reformulação no currículo e sua flexibilização. Para os secundaristas, o governo elaborou a proposta sem qualquer diálogo com as entidades que atuam no setor da educação, como as sindicais e estudantis.

Com a deflagração da greve dos professores da rede estadual de ensino, a luta da educação no Paraná vai se consolidando como um movimento unificado, onde também se incluem os estudantes, que seguem promovendo as ocupações nas escolas.

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