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PSOL aciona MPF para investigar contatos do Gabinete do Ódio com a DarkMatter

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados enviou um requerimento ao Ministério Público Federal (MPF) na última terça-feira (18) para solicitar a abertura urgente de investigações sobre o interesse do “Gabinete do Ódio” bolsonarista por uma ferramenta de espionagem que seria usada contra jornalistas e opositores neste ano eleitoral.

Revelado em reportagem do portal UOL, integrante da milícia digital do presidente da República usou o compromisso oficial do presidente na feira Dubai Airshow, nos Emirados Árabes Unidos, em novembro, para conversar, no stand de Israel, com um representante da empresa DarkMatter, que vende tecnologia de espionagem usada por ditaduras para monitorar opositores e jornalistas.

No requerimento entregue ao MPF, os parlamentares do PSOL afirmaram que o pedido de investigação ocorre “em razão de indícios consistentes de atos ilegais e inconstitucionais praticados em viagem da delegação brasileira à feira aeroespacial Dubai AirShow”.

Os deputados querem que o órgão acusatório requisite, de forma imediata, informações sobre a agenda de cada um dos membros da delegação brasileira no Dubai Air Show. Também querem saber quem organizou encontros entre a DarkMatter e a delegação brasileira. No requerimento, o PSOL cobra ainda explicações sobre o papel do Itamaraty e questiona se a chancelaria foi informada.

“De acordo com o histórico de perseguições, censuras e autoritarismo do governo Bolsonaro, é fundamental que se investigue, com urgência, se o ‘gabinete do ódio’ pretende utilizar o programa DarkMatter para perseguir aqueles que criticam o atual presidente da República”, afirmam os deputados.

Na avaliação do PSOL, a busca do governo pelo programa DarkMatter, com o possível objetivo de espionar detratores e opositores, tem sido reflexo de uma prática “reiterada e permanente” à democracia. “A lógica do combate ao inimigo interno, típica de regimes autoritários, está presente de forma constante no atual governo”, afirmam os parlamentares da bancada.

“Desenvolvidas no contexto do apartheid israelense contra o povo palestino, estas ferramentas agora são utilizadas para atacar a democracia. Os interesses do governo Bolsonaro nesse programa espião são os piores possíveis. Querem dar uma ferramenta ao gabinete do ódio, às vésperas das eleições, para perseguir e violar os direitos de opositores, defensores de direitos humanos e jornalistas”, apontou a líder da bancada do PSOL na Câmara, Talíria Petrone.

“É muito grave que o governo da extrema-direita esteja buscando adquirir sistemas de espionagem usados em ditaduras como a saudita. Obviamente, querem investigar jornalistas, movimentos sociais e adversários políticos”, completou a também deputada pelo PSOL Fernanda Melchionna.

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