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PSOL articula urgência para votar proibição de homenagens à escravidão por empresas e órgãos públicos

A bancada do PSOL apresentou um requerimento de urgência para votação na Câmara dos Deputados de um projeto de lei de autoria da deputada federal Talíria Petrone, que proíbe homenagens relacionadas à escravidão ou a figuras do movimento escravagista por empresas privadas ou órgãos públicos.

A ideia é que o projeto, protocolado no final de 2019, ganhe força neste momento em que estátuas de racistas são removidas na Europa após a repercussão dos grandes protestos contra o racismo nos Estados Unidos.

Estátuas do rei Leopoldo 2º da Bélgica, em Antuérpia, e de Robert Milligan, em Londres, foram retiradas no último dia 9 de junho, por exemplo. Em comum, os dois personagens têm um passado de atrocidades no continente africano.

“Infelizmente, muitos estabelecimentos comerciais e marcas ainda se utilizam de inúmeros nomes e símbolos vinculados ao período da escravidão sem se preocuparem com o fato de estarem fazendo exaltação a um período histórico no qual milhares de pessoas foram sequestradas em seus países de origem, escravizadas, estupradas, sujeitas às mais diversas formas de tortura e mortas”, diz o texto.

Entre os exemplos citados, estão hospedagens com a palavra “senzala” em seu nome e lojas do ramo alimentício que carregam o termo “sinhá”.

Se aprovado, o projeto de lei prevê multa proporcional ao faturamento da empresa privada que descumprir a norma. O valor seria destinado a políticas públicas, programas e projetos voltados à igualdade racial.

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