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PSOL assina manifesto com partidos progressistas em defesa da soberania nacional

Líderes dos principais partidos progressistas do país se reuniram nesta terça-feira (5), em Brasília, para assinar um manifesto conjunto em defesa da soberania nacional e contra as sanções anunciadas por Donald Trump ao Brasil, uma tentativa explícita de interferência externa no processo democrático e judicial brasileiro.

O encontro aconteceu na sede do PDT e contou com a presença das presidências nacionais do PSOL, PT, PSB, PDT, PCdoB e Rede.

Os partidos denunciam que as sanções de Trump têm motivação política e buscam enfraquecer a democracia brasileira. “A impunidade não deve, nem vai, prevalecer para quem atenta contra a democracia ou contra a soberania brasileira, independente do sobrenome ou do posto já ocupado. É uma questão de justiça”, diz o manifesto.

Além disso, o texto denuncia interesses econômicos por trás das sanções, como a atuação de big techs e setores ligados à exploração de recursos estratégicos do Brasil.

A presidenta nacional do PSOL Paula Coradi destacou a importância de criar uma unidade do campo progressista frente às ameaças externas e internas. “Defender a soberania nacional é defender o povo brasileiro, contra o imperialismo, por justiça social e por um sistema tributário que taxe os ricos, não os mais pobres”, afirmou.

Os partidos também criticaram a postura antidemocrática da extrema-direita brasileira, que tenta travar o funcionamento do Congresso como forma de chantagem para aprovar o projeto de anistia aos golpistas do 8 de janeiro e contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada nesta semana pelo Ministro do STF Alexandre de Moraes.

O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ) foi direto: “Não aceitaremos que eles paralisem mais uma vez, de forma autoritária, para livrar a cara daqueles que tentaram o golpe. Impedir que sejam responsabilizados e, com isso, penalizar o povo brasileiro, é inaceitável”, reforçou.

“A democracia brasileira não será refém do medo, da violência política ou da chantagem institucional”, defende o manifesto.

O texto ressalta que o Brasil voltará a ser respeitado no cenário internacional justamente por não se curvar a pressões externas e por manter o diálogo aberto com o mundo, sem abrir mão de sua autonomia.

Leia o manifesto na íntegra:

Unidade em Defesa do Brasil

“Defender a nossa pátria e sua soberania é condição de ser brasileiro. Independente de cores partidárias ou de preferências políticas, na condição de partidos aqui reunidos, estamos certos de que a bandeira do nosso país é aquela que melhor nos representa contra qualquer tentativa de imposição ou de ameaça.

Mais até do que um Brasil dos brasileiros, somos reconhecidos como uma nação aberta ao multilateralismo e ao diálogo com o mundo. É por isso que o nosso país se tornou uma referência internacional, voltando a ser ouvido. Respeitamos a todos e, por isso, passamos a ser ainda mais respeitados.

A taxação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa claro que o seu apoio político à impunidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais traidores da pátria se sobrepôs à relação que os dois países cultivaram por mais de 200 anos. A decisão, mesmo com a balança comercial favorável à economia norte-americana, mostrou-se arbitrária por querer colocar em xeque a independência da justiça brasileira e cercear novos métodos de pagamentos que atendem a população, como é o caso do PIX. Soma-se a isso o claro interesse econômico por parte de setores ligados às big techs e à exploração de recursos estratégicos, como as terras raras brasileiras, fundamentais para as cadeias produtivas globais.

Ao tentar punir o Brasil por suas escolhas internas, o presidente Donald Trump busca impedir que o Brasil exerça plenamente sua soberania sobre nossas riquezas e interferir em nossa liberdade de estabelecer relações diplomáticas com outras potências emergentes. Como nação, sabemos defender aquilo que é inegociável. Não podemos deixar que outro país queira intervir no modo como a Justiça brasileira se posiciona.

A impunidade não deve, nem vai, prevalecer para quem atenta contra a democracia ou contra a soberania brasileira, independente do sobrenome ou do posto já ocupado. É uma questão de justiça. Jair Bolsonaro traiu a pátria ao tentar submeter os interesses nacionais a potências estrangeiras, enfraquecer instituições, coagir o Poder Judiciário e buscar apoio externo para escapar das consequências legais de seus atos. Foi essa combinação de traição, pressão indevida sobre o sistema de justiça e tentativas de negociar os interesses do povo brasileiro em benefício próprio que fundamentou as medidas cautelares e, posteriormente, à decretação de sua prisão domiciliar.

O julgamento de Jair Bolsonaro deve seguir com responsabilidade, transparência e o devido respeito ao Estado de Direito, até que todos os envolvidos na tentativa de golpe contra a ordem democrática e na trama criminosa para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, sejam devidamente responsabilizados. A democracia brasileira não será refém do medo, da violência política ou da chantagem institucional. O país exige justiça plena — não por vingança, mas para garantir que ataques tão graves jamais voltem a ameaçar o pacto constitucional firmado pelo povo brasileiro.

Nas relações internacionais, a porta para o diálogo está e deve permanecer aberta. Se temos mais de 700 itens de exportação fora da pauta de taxação é por que o Governo do Brasil, sob a liderança do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, avançou com negociações diretas entre os setores produtivos dos dois países e com o governo norte-americano.

Temos certeza de que o Brasil vai seguir no caminho do diálogo, da diplomacia e do desenvolvimento econômico e social, como deseja a imensa maioria da população, buscando novos mercados e oportunidades mundo afora. Não iremos permitir que essas interferências externas nos desviem do foco de promover justiça tributária e seguir enfrentando as desigualdades brasileiras — esse é um compromisso inegociável com a população. Não começamos esta disputa e somos os maiores interessados em encerrá-la de forma justa, mas vamos continuar firmes na defesa dos interesses do povo brasileiro, da nossa pátria e da nossa soberania. Com diálogo, com proteção aos brasileiros prejudicados e com a coragem de fazer sempre o que é certo.”

VIVA O POVO BRASILEIRO!

Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB
João Campos, presidente nacional do PSB
Edinho Silva, Presidente nacional do PT
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT
Paula Coradi, presidente nacional do PSOL
José Luiz Penna, presidente nacional do Partido Verde

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