fbpx

PSOL cobra explicações do chefe do MP-RJ sobre interferências que levaram à saída de promotoras do caso Marielle

A bancada do PSOL na Câmara enviou um ofício na última terça-feira (13) ao Procurador Geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, para cobrar explicações sobre interferências externas na investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. As promotoras Simone Sibilio e Letícia Emile deixaram o caso por receio e insatisfação com intervenções nas investigações.

As duas estavam à frente do caso desde setembro de 2018 e se preparavam para o Tribunal do Júri a que serão submetidos os acusados pela execução de Marielle e seu motorista.

Também foi o trabalho liderado por Sibilio, conhecido como Operação Intocáveis, que revelou e prendeu bandidos ligados ao até então desconhecido Escritório do Crime, quadrilha formada por milícias que dominava inúmeros territórios fluminenses.

O pedido de afastamento das promotoras ocorre na mesma semana em que o delegado do caso, Moysés Santana, foi substituído.

“Esperamos explicações urgentes sobre o que são essas interferências externas. É dever do Ministério Público do Rio de Janeiro vir a público explicar essa mudança e o porquê. O mínimo que se espera das autoridades à frente das investigações é empenho para dar uma resposta ao país”, disse a líder da bancada do PSOL na Câmara, Talíria Petrone.

Neste dia 14 de julho completam-se 40 meses do brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Até hoje os mandantes do crime não foram apontados. “A saída das promotoras — de forma súbita e sem explicações — apenas aumenta a exasperação daqueles e daquelas que buscam respostas”, escreveram os parlamentares em um dos trechos do ofício protocolado.

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas