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PSOL cobra Itamaraty após Brasil ter maior comitiva na COP-26 e não enviar indígenas, quilombolas e ambientalistas

As deputadas federais do PSOL Vivi Reis e Sâmia Bomfim protocolaram na última terça-feira (9) um requerimento de informações no Ministério das Relações Exteriores para cobrar explicações sobre a delegação enviada pelo governo brasileiro à COP-26, Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas realizada em Glasgow, na Escócia, até a próxima sexta-feira (12).

Segundo apurou reportagem da Folha de S. Paulo, a delegação brasileira tem 479 membros, número que supera até mesmo a delegação do Reino Unido, anfitrião do evento. Nenhum dos integrantes da comitiva brasileira é representante de entidades indígenas, quilombolas ou ambientalistas.

O requerimento enviado pelo PSOL cobra a divulgação da lista de representantes brasileiros e a função de cada um, o custo total da comitiva, a agenda realizada na COP-26, a justificativa para que a delegação tivesse quase 500 membros e o motivo de terem sido excluídos representantes dos interesses indígenas, quilombolas e ambientalistas.

Segundo a Folha, a lista inclui pelo menos 57 nomes que não pertencem a nenhum âmbito de governo – federal, estadual ou municipal– nem a casas legislativas. São empresários e representantes de associações corporativas, ligados à indústria e ao agronegócio.

“Além dos defensores de interesses privados, também estão credenciados como parte da delegação oficial as primeiras-damas do Acre, do Amazonas, do Pará, de Mato Grosso e de Salvador, duas recepcionistas, dois fotógrafos e uma bartender”, afirma a reportagem.

“Pela própria característica da delegação, formada por empresários e representantes do agronegócio, além de pessoas do governo, fica evidente para quem o Estado brasileiro está elaborando as suas políticas ambientais”, afirma a deputada Vivi Reis.

Em Glasgow desde o último dia 05, a deputada do PSOL tem sido uma voz da Amazônia nas agendas da COP26 e, na última terça-feira (09), durante a realização da Assembleia Mundial pela Amazônia, mais uma vez teve a oportunidade de não apenas denunciar os problemas da Amazônia, mas apresentar soluções pautadas no incentivo à agroecologia como parte de uma política de segurança alimentar, diante do avanço da fome no país, e com incorporação de tecnologias sociais das comunidades amazônicas.

Como integrante da delegação do PSOL na Escócia, Vivi tem como estratégia estabelecer laços que ajudem a construir, a partir das necessidades dos povos da Amazônia e do Brasil, uma alternativa com bases ecossocialistas.

“Existe também um problema no modelo econômico de exploração dos recursos e isso precisa ser revisto. A emergência climática e as suas consequências em todo o mundo são marcadas por questões de gênero, raça e classe que impactam desproporcionalmente nos países do Sul Global. Estar em diálogo com lideranças sociais é fundamental para reverter essa lógica”, explica a deputada.

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