O ano de 2026 se iniciou com a operação imoral e ilegal de Donald Trump sobre a Venezuela: a intervenção, o bombardeio e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de Cilia Flores são a expressão mais violenta de uma ofensiva imperialista que atingiu a Venezuela, mas se estende a toda a América Latina e ameaça a autodeterminação de nossos povos.
O interesse pelos nossos recursos naturais e a disposição de agredir o nosso território em favor de ampliar o poderio norte-americano está explícito no discurso público do governo de Trump e na sua nova Estratégia de Segurança Nacional. Não pode haver dúvidas de que se trata de uma lógica imperialista e neocolonial que visa tratar a América Latina e o Caribe como áreas de domínio e intervenção, sob o pretexto de “ameaças à segurança nacional”.
Frente a esse episódio, o PSOL declarou sua ampla solidariedade ao povo venezuelano e participou das manifestações em defesa da soberania da Venezuela e da América Latina. Também nos somamos aos cubanos em seu luto pelos 32 membros de suas forças armadas que deram suas vidas para tentar impedir o sequestro de 03 de janeiro.
Neste momento, Cuba está na mira norte-americana, acendendo novos alertas em nossa região. São 60 anos de resistência cubana a um bloqueio criminoso e unilateral imposto pelo imperialismo e de luta pela preservação do direito à autodeterminação de seu povo. Agora, a atual ofensiva inclui a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba, a declaração de “emergência nacional” com base em reiteradas mentiras em relação ao país, e a autorização para impor tarifas a países que forneçam petróleo à ilha, com impactos diretos no abastecimento, nos serviços essenciais e na vida cotidiana do povo cubano.
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) manifesta sua a irrestrita solidariedade ao povo cubano diante da intensificação da ofensiva dos Estados Unidos contra Cuba, cujas consequências têm aprofundado a crise econômica e energética enfrentada pela população da ilha. Diante desse cenário, valorizamos iniciativas como a do governo do México, que mantém o fornecimento de petróleo a Cuba, reafirmando a cooperação e a solidariedade latinoamericana e caribenha, mesmo sob ameaça de sanções. Defendemos que o governo brasileiro também tome medidas a seu alcance para apoiar Cuba e seu povo contra essa tentativa de estrangulamento de seu país.
O PSOL reafirma seu compromisso histórico com a solidariedade internacionalista e com a defesa intransigente da soberania dos povos. Somamo-nos às vozes da resistência antiimperialista e anticolonial que exigem o fim do bloqueio econômico e o respeito ao direito de Cuba de decidir seu próprio destino, sem interferências externas. Sabemos que o que os EUA não aceitam são as incontestáveis vitórias do povo cubano contra a desigualdade social, e sua perseverança heroica na construção de um mundo livre da exploração e opressão impostas pelo capitalismo e o imperialismo. Nesse quadro, o PSOL se soma à onda de defesa internacionalista do povo cubano e suas conquistas históricas.
Executiva Nacional do PSOL
09 de fevereiro de 2026

