Em reunião nesta sexta-feira (11), a Executiva Nacional do PSOL aprovou sua resolução sobre a conjuntura política do país definindo como prioridade máxima a derrota de Bolsonaro em 2022. Uma agenda de lutas sociais, com destaque para os atos feministas de 8 de março e por justiça para Marielle no dia 14 de março, é essencial para concretizar o fim do bolsonarismo no poder político do país.
“O governo da extrema-direita se enfraqueceu na opinião pública, mas está longe de ter sido derrotado”, avaliam os dirigentes do partido, que colocam a permanente mobilização social como fundamental não só para derrotar Bolsonaro e seu legado de destruição do país, como também “a partir delas abrir as condições para uma mudança profunda no país, para lutar por uma maioria sólida anti-bolsonaro e antineoliberal, para lutar para derreter o governo, abreviar o sofrimento do povo”, como diz trecho da resolução aprovada.
As mais de 627 mil vidas perdidas pela Covid-19 no Brasil e o agravamento da pandemia com a variante ômicron, a inflação acima de 10% corroendo o salário dos trabalhadores, a violência racista no país – que teve como exemplo máximo o brutal assassinato do imigrante congolês Moïse Kabagambe – e a maior crise ambiental de nossa história que produziu uma série de tragédias nas últimas semanas em diversos estados brasileiros são temas tratados como centrais a serem combatidos na resolução aprovada pelo PSOL.
A unidade das esquerdas nas ruas através de uma agenda comum que culmina na Campanha Fora Bolsonaro também é fundamental na avaliação do PSOL, para que essas pautas ganhem cada vez mais espaço no debate público.
“Trata-se da necessidade de unir todos os partidos e movimentos sociais do campo da esquerda, ainda que com diferenças programáticas, para somarem forças nas ruas, sem prejuízo de iniciativas de unidade de ação com setores da oposição de direita ao governo em favor do impeachment do Bolsonaro e lutas democráticas”, diz um trecho da resolução.
“É estratégico manter as mobilizações nas ruas, junto com a defesa do emprego e da moradia, do combate à fome e da vida das mulheres e do povo negro”, continuam os dirigentes do partido.
“Uma verdadeira derrota do bolsonarismo passa pelas mobilizações de rua. Retomamos as lutas sociais em 2021 e não podemos retroceder em 2022. A mobilização social segue sendo central agora para o enfrentamento ao governo e à sua agenda. Só ela poderá criar melhores condições para derrotar Bolsonaro em 2022”, concluem.

