Em nota divulgada nesta quinta-feira (29), o PSOL do Distrito Federal repudia a ação truculenta da Polícia Militar do DF contra professores que participavam de manifestação na tarde desta quarta-feira (28), no Eixão, no centro de Brasília. Ao final do ato, que era parte do calendário de greve da categoria e de demais servidores que exigem do governo de Rodrigo Rollemberg o pagamento da última parcela do reajuste salarial, que deveria ter sido paga em setembro, com base em acordo firmado em 2013, policiais agrediram pelo menos uma dezena de professores, em pleno Dia do Servidor Público. Alguns também foram levados para a delegacia, sem qualquer justificativa.
Na nota, o PSOL-DF se solidariza com a categoria e afirma que é “inadmissível que trabalhadores sejam tratados como caso de polícia e tenham seu direito de se manifestar cerceado”.
O partido, que tem vários militantes participando da greve do funcionalismo, lembra que o movimento é legítimo, uma vez que o GDF não cumpre a legislação que garante reajuste salarial. Na nota, o PSOL repudia, ainda, a decisão do governador Rollemberg de cortar o ponto dos grevistas. “Se não bastasse o tratamento desumano da polícia do governador, que agiu de forma repressora e truculenta contra os servidores, Rollemberg decretou hoje (29) o corte do ponto das categorias em greves consideradas ilegais pela Justiça”.
Ao comparar a situação ocorrida ontem no Distrito Federal com a agressão sofrida por professores do Paraná no dia 27 de abril deste ano, quando a polícia comandada pelo governo de Beto Richa, do PSDB, deixou mais de 100 manifestantes feridos, o PSOL-DF afirma que os servidores do DF seguirão nas ruas, resistindo contra o desmonte do serviço público.
Nesta sexta-feira (30), às 9h30, será realizada nova assembleia dos professores para definir os rumos da greve, que já dura 14 dias.
Leia abaixo, na íntegra, a nota do PSOL-DF.

Da Redação do PSOL Nacional

