A deputada Fernanda Melchionna (PSOL) está em Genebra nesta semana e entregou nas mãos do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal.
O documento sugere o indiciamento de 80 pessoas, entre elas o próprio presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o atual Ministro da Saúde, membros do alto escalão do governo, ex-ministros, deputados federais, médicos e empresários.
Melchionna participa nesta semana da reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental de Composição Aberta do Conselho de Direitos Humanos da ONU, para a construção de um Tratado Vinculante das Nações Unidas sobre Organizações Transnacionais em matéria de Direitos Humanos.
O convite oficial foi realizado pela organização The Left, que reúne membros de diversos partidos políticos do campo progressista que têm representação no Parlamento Europeu.
“Estamos passando por um processo político importante no Brasil com o encerramento da CPI da Covid no Senado Federal, que sugeriu o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes, de charlatanismo a crimes contra a humanidade”, disse a parlamentar.
“Esse, certamente, é um primeiro passo na luta pela responsabilização e condenação do presidente da República por ter sabotado o combate à pandemia no país, o que levou a mais de 600 mil óbitos por coronavírus”, afirmou.
“Queremos que Bolsonaro – que está à frente de um governo rejeitado pela maioria da população – pague por seus crimes. Por isso, faremos um chamado internacional em Genebra para alertar que Bolsonaro, como um dos principais representantes da extrema-direita no mundo, é um perigo para todos os países do planeta”, explicou Fernanda.
Além disso, Fernanda Melchionna vai apresentar diversas denúncias contra o governo federal para diferentes relatorias do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, como o desmonte da política ambiental que tem como consequência o desmatamento histórico de diversos biomas brasileiros, aumento dos feminicídios e violência contra mulher durante a pandemia, os ataques ao aborto legal, o veto à distribuição de absorventes gratuitos, através do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, além de proposições governamentais, como o projeto 1595/19, que visa criar um Estado de exceção para aumentar a criminalização dos movimentos sociais, através de nova lei de combate a organizações criminosas.

