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PSOL pede convocação de novo Ministro da Educação para cobrar apuração de corrupção no MEC

A bancada do PSOL apresentou na última quinta-feira (28) um pedido de convocação do novo Ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, na Câmara dos Deputados para que ele explique quais medidas serão tomadas para investigar o esquema de corrupção sistemática no MEC.

Entre os escândalos, está uma gravação em que o então ministro Milton Ribeiro afirmou ter recebido um pedido do presidente Jair Bolsonaro para que a liberação de verbas da pasta fosse direcionada para prefeituras específicas, a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federal.

Em março de 2022, a Polícia Federal desarticulou um esquema de fraudes em licitações, superfaturamento e simulação de alimentos para merenda escolar.

No mesmo mês, denúncias mostraram que o governo federal foi contra um parecer da área técnica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE em um pregão e aceitou desembolsar até R$ 480 mil na aquisição de ônibus escolares orçados em R$ 270 mil cada.

Além disso, foi noticiada a suspeita de favorecimento na distribuição de kits de robótica para escolas com preços bem acima do mercado para beneficiar aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em Alagoas.

O FNDE, controlado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, através de seu ex-Chefe de Gabinete, Marcelo Pontes (atual presidente do Fundo bilionário), teria autorizado a construção de 52 “escolas fake” no Piauí, abandonando 99 obras de colégios, creches e quadras poliesportivas que estavam em andamento no Estado.

“A sociedade brasileira tem assistido, estarrecida, à sucessão de denúncias relacionadas à malversação de recursos públicos destinadas a uma área de fundamental importância e carente de investimentos: a Educação”, diz trecho do requerimento da bancada do PSOL.

“É urgente o comparecimento do ministro recém-empossado, Victor Godoy, à Câmara do Deputados, para prestar esclarecimentos sobre os problemas relacionados à Pasta, apresentar as providências que têm adotado ou pretende adotar para sanar as práticas ilícitas no Ministério da Educação”, ressaltam os parlamentares.

“Durante o governo do Bolsonaro, o Ministério da Educação virou um antro de corrupção”, avalia a líder da bancada do PSOL, Sâmia Bomfim.

Não vamos deixar que eles continuem tentando meter a mão no dinheiro sagrado da educação do povo brasileiro. A educação do Brasil em crise e o ministro enchendo de dinheiro os bolsos de pastores ligados ao Bolsonaro. Uma vergonha. Não basta trocar o ministro e fingir que nada aconteceu”, concluiu.

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