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PSOL pede investigação de delegado que intimou Felipe Neto e protege a família Bolsonaro

O PSOL acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Corregedoria da Polícia Civil do estado para pedir a abertura de investigação contra o delegado Pablo da Costa Sartori, que intimou o youtuber Felipe Neto a depor por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro de “genocida” pela tragédia que o governo federal vem promovendo ao lidar com a pandemia no país. A ação foi apresentada pelos deputados Ivan Valente e Talíria Petrone.

Pablo da Costa Sartori foi o mesmo delegado que abriu procedimento contra os apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, William Bonner e Renata Vasconcellos, a partir de uma notícia-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, em dezembro do ano passado.

“Os dois casos trazem fortes indícios de que o delegado de polícia Pablo da Costa Sartori encontra-se utilizando-se de suas prerrogativas inerentes ao cargo para proteger os interesses da família do presidente da República Jair Bolsonaro, situação absolutamente incompatível com o Estado Democrático de Direito”, diz o documento assinado pelos parlamentares do PSOL.

“O delegado utilizou o cargo para perseguir os apresentadores do Jornal Nacional e também o youtuber e influenciador Felipe Neto, de maneira a intimidá-los para favorecer os interesses da família do presidente Bolsonaro”, continuam.

Felipe Neto é investigado sob suspeita do crime de calúnia, com base na Lei de Segurança Nacional, editada durante a ditadura militar. O procedimento foi aberto a partir de pedido do vereador Carlos Bolsonaro, também filho do presidente. Na última semana, ele afirmou nas redes sociais que encaminhou queixa-crime contra Felipe Neto e contra a atriz Bruna Marquezine por supostos “crimes contra Jair Bolsonaro”.

A ação movida pelos parlamentares do PSOL pede ainda que sejam adotadas medidas para que o policial não possa mais atuar em queixas e reclamações encaminhadas por membros da família Bolsonaro, “tendo em vista a clara ausência de imparcialidade com que tem conduzido essas demandas”.

Para os deputados, é preciso “interromper a continuidade da prática de condutas” de Sartori “de modo a resguardar a liberdade de expressão daqueles que, munidos da Constituição, ousam contrariar os interesses da família do presidente da República”.

“A investigação contra o influenciador foi instaurada em razão de ele ter utilizado o termo genocida para se referir ao presidente da República Jair Bolsonaro, responsável pela política —ou ausência de política— de enfrentamento à pandemia da Covid-19 que já resultou em quase 300 mil mortos, a maior tragédia da história do país”, concluem os parlamentares do PSOL.

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