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PSOL pede que Câmara crie comissão para acompanhar investigação de ataques a parlamentares

A bancada do PSOL na Câmara protocolou na última segunda-feira (08) um requerimento para solicitar a criação de uma comissão temporária externa para investigar crimes de violência na política, destinada a acompanhar as Investigações em torno de episódios recentes de violência ocorridos justamente na semana da Visibilidade Trans (29 de janeiro é o Dia da Visibilidade Trans). A instalação de uma Comissão Externa Temporária não teria nenhum custo para a Câmara dos Deputados.

Os crimes tiveram como alvo três mulheres negras da cidade de São Paulo, todas mulheres trans eleitas vereadoras e co-vereadoras pelo PSOL com expressiva votação nas eleições municipais: uma delas nordestina, outra intersexo e que vive com HIV. “Elas foram vítimas de ameaças graves às suas vidas e de suas famílias, em nítida tentativa de intimidá-las, amedrontá-las e cercear o livre exercício de seus mandatos”, justificam os parlamentares no documento, que além do caso das vítimas ligada ao PSOL, faz um breve mapeamento de situações de violência e hostilidade transfóbica vividas por parlamentares de outras siglas em outros estados do Brasil.

Ocorrências

Na madrugada de 27 de janeiro, a co-veradora Carolina Iara, integrante da Bancada Feminista, sofreu atentado na casa onde mora com a família. Dois tiros foram disparados para dentro da casa de Carol. Algumas horas antes, no final da tarde da terça-feira (26), o gabinete da vereadora Erika Hilton sofreu uma tentativa de invasão. O agressor se identificou como “Garçon Reaça” e afirmou ser um dos cinquenta autores de ameaças contra os quais Erika já havia registrado boletim de ocorrência no início do mês.

Na madrugada do último domingo (31), disparos de arma de fogo foram realizados em frente à casa da co-vereadora e integrante do Quilombo Periférico, Samara Sosthenes, demonstrando modus operandi idêntico ao ataque contra Carolina Iara. A vizinhança relata que nunca havia acontecido algo semelhante na rua onde mora Samara e sua família. “Notadamente, trata-se de crime de ódio a que denominamos violência política, nestes casos, de motivação racista e transfóbica”, alerta o requerimento.

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