
O PSOL, ao lado dos partidos de oposição, apresentou ações no Ministério Público Federal (MPF) e no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir a investigação do presidente Jair Bolsonaro pelo gasto de ao menos R$ 1,3 milhão com ações de marketing com influenciadores digitais para defender o “tratamento precoce” contra a Covid-19, que não tem comprovação científica e tem colocado pessoas em risco através de seus efeitos colaterais.
Os partidos pedem que sejam investigadas todas as circunstâncias relacionadas ao pagamento. Segundo reportagem da Agência Pública, ao menos R$ 85,9 mil foram destinados ao pagamento de cachês de 19 influenciadores.
“É um absurdo que o Governo Federal siga patrocinando campanhas publicitárias que incentivam o suposto tratamento precoce, prática amplamente contestada pelo meio científico, sem nenhum tipo de comprovação acerca da sua eficácia”, diz o texto das ações.
“É inadmissível que num momento em que milhares de pessoas estão morrendo pela proliferação do novo coronavírus, o Governo Federal utiliza milhões de reais para financiar publicidade com a finalidade ilegal”, conclui a argumentação das ações.


