O mês de janeiro é conhecido no Congresso Nacional por não ter sessões plenárias. Em 2020 isso não é diferente, mas para os parlamentares do PSOL isso não significa falta de trabalho.
Mesmo nesses primeiros dias do ano, os deputados do PSOL apresentaram, entre outras iniciativas, uma série de requerimentos de informação aos ministérios do governo de Jair Bolsonaro.
Ivan Valente, por exemplo, questionou oficialmente o Itamaraty sobre a atuação da diplomacia brasileira durante o golpe de Estado que se efetivou na Bolívia em novembro de 2019 e que depôs o presidente eleito Evo Morales do cargo.
O deputado do PSOL já havia questionado o Ministério das Relações Exteriores dias após o golpe boliviano, mas a resposta oficial do governo Bolsonaro foi, além de evasiva, incompleta e suspeita. “Entre as dezenas de documentos compartilhados, datados entre 2 de janeiro e 22 novembro de 2019, não há nenhum entre os dias 8 e 14 de novembro daquele ano – justamente o período no qual se consumou o Golpe de Estado em questão”, conta Ivan Valente.
Outro pedido de Ivan Valente foi sobre a deportação de brasileiros nos Estados Unidos. Na madrugada do último sábado (25), um voo do governo americano pousou em Belo Horizonte (MG) com um grupo de 50 brasileiros. De acordo com os passageiros, parte dos deportados viajou com as mãos e pés algemados.
O questionamento do deputado do PSOL exige posicionamento do Itamaraty sobre a forma como cidadãos brasileiros foram tratados pelo governo estadunidense. “Este Ministério considera aceitável o uso de algemas nos pés e mãos dos brasileiros deportados?”, pergunta no requerimento.
Áurea Carolina também enviou um requerimento oficial ao governo para receber as cópias das atas de reunião da comissão julgadora do edital da Secretaria Especial de Cultura que vai financiar séries LGBTs para TVs públicas.
Depois do edital ser cancelado após críticas diretas de Jair Bolsonaro, ele teve de ser levado adiante por decisão judicial. Mas nenhum dos quatro filmes diretamente criticados pelo presidente foram contemplados pelo edital. “Estranhamente, o resultado divulgado no dia 21 de janeiro deste ano, confirmou a exclusão destas obras”, afirma Áurea no documento.

