No próximo dia 22 de março (segunda-feira), a bancada do PSOL na Câmara realizará um evento virtual sobre os diferentes casos de violações aos direitos humanos sob o governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. O encontro online, que será aberto ao público, e já tem nomes confirmados como o do padre Julio Lancelotti.
Também já estão confirmados a juíza Simone Scheiber, o especialista em direito sanitário Fernando Aith, o epidemiologista Pedro Hallal; o fundador do Movimento Negro Unificado durante a ditadura militar Milton Barbosa e da ex-presa política Amelinha Telles, torturada durante a ditadura militar no Brasil, a advogada da Coalizão Negra por Direitos e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Sheila Carvalho, premiada pela ONU em 2020 como uma das pessoas mais influentes do mundo. além de representantes da ONU, da Comissão Arns, da Human Rights Watch, da APIB, entre outros, além de parlamentares e sociedade civil.
O encontro acontecerá para celebrar o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as graves violações aos direitos humanos e da dignidade das vítimas, que estreia no calendário nacional de datas comemorativas nacionais neste dia 24 de março.
Proclamado pela ONU em 2010, o dia 24 de março foi escolhido em homenagem à memória do monsenhor Oscar Arnulfo Romero, defensor dos direitos humanos, assassinado pela ditadura militar de El Salvador, no dia 24 de março de 1980, enquanto celebrava uma missa. Por iniciativa da deputada Luiza Erundina, a data foi incorporada ao calendário nacional por meio da Lei n° 13.605/2018, e é dedicada à reflexão coletiva a respeito da importância sobre a memória, a verdade e a justiça sobre as graves violações de direitos humanos, no passado e no presente.
Para os defensores dos Direitos Humanos, o 24 de março passa a ter sua importância redobrada diante da reiterada manifestação pública de Jair Bolsonaro em apoio à ditadura civil-militar e seus torturadores. “Em mais um ano em que relembramos a importância do Dia 24 de Março, todas e todos somos convidados a refletir sobre os horrores que levaram à criação desta data. E, diante da política genocida promovida por Jair Bolsonaro na pandemia da Covid-19, trata-se de uma oportunidade de mobilização da sociedade na luta pela preservação da dignidade das vítimas e da promoção da verdade e justiça em nosso país”, afirma Erundina.
Para os organizadores do evento, a ação e omissão do presidente da República, as violações aos direitos humanos e à dignidade das vítimas da Covid-19 no Brasil são flagrantes, graves e sistemáticas: “Urge, neste contexto, promover a memória das vítimas e o direito à verdade e justiça, sendo impossível dissociar este objetivo das razões que fundamentam a instituição do dia 24 de março como o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as graves violações aos direitos humanos e pela dignidade das vítimas”, destaca o convite para o encontro virtual.



