Nesta quinta-feira (16), após a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, o PSOL reforçou à Organização Mundial de Saúde (OMS) a denúncia feita em março contra Bolsonaro por desrespeitar as recomendações do órgão no combate à pandemia do novo coronavírus.
Na carta, assinada pela bancada do partido na Câmara dos Deputados, o PSOL afirma que Mandetta foi demitido por ter seguido as recomendações do órgão e que sua demissão por Bolsonaro é uma tentativa imprudente de acabar com as medidas necessárias de distanciamento social para combater o vírus.
O partido também considera que a demissão ocorre em um momento perigoso, no dia em que foi constatado que o Brasil superou o patamar de 30 mil casos confirmados e quase 2 mil mortes – e estudos independentes mostram que o número real pode ser até 15 vezes maior, dada a subnotificação confirmada pelo próprio Ministério da Saúde.
No texto, o PSOL reforça a necessidade de a OMS cobrar da representação brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) e do novo ministro da Saúde explicações sobre as ações de Bolsonaro durante a pandemia e, também, de que o órgão manifeste publicamente sua desaprovação sobre as medidas adotadas pelo presidente brasileiro, além de exigir ações de acordo com as recomendações internacionais da OMS.
Você pode ser a carta na íntegra (em inglês) clicando aqui.

