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Resolução de Conjuntura Nacional do PSOL: 8M nas ruas e fim da escala 6×1!

O Brasil e a América Latina vivenciaram, já nos primeiros dias de 2026, um dos mais recentes e brutais ataques à soberania da região nos últimos 50 anos. O ataque à Venezuela é de extrema gravidade e evidencia a ofensiva da extrema-direita imperialista no sentido de reativar práticas de intervenção direta sobre os povos latino-americanos. Reafirmamos nossa solidariedade irrestrita à Venezuela e a Cuba, bem como a defesa incondicional do direito à autodeterminação dos povos. Abaixo o imperialismo! A influência de Donald Trump sobre a política global — e, em especial, sua capacidade de interferir direta ou indiretamente no processo político e eleitoral brasileiro — constitui um fator permanente de tensão. As experiências recentes da Argentina e de Honduras demonstram como avanços democráticos podem ser rapidamente revertidos em contextos de polarização social, crise econômica e interferência externa, servindo como alerta para o Brasil e para toda a região. Em meio à escalada de conflitos e à ofensiva as bandeiras da soberania dos povos e do anti-imperialismo voltam a tremular com força renovada, reafirmando-se como horizonte político das lutas contra a dominação e a espoliação imperialista.

No plano nacional, apesar da instabilidade internacional, há elementos que apontam para uma melhora relativa da situação econômica e social. O controle da inflação dos alimentos trouxe alívio ao cotidiano da população, sobretudo entre os setores mais vulneráveis. A retomada da pauta da soberania nacional, impulsionada pelo tarifaço imposto por Donald Trump, recolocou no centro do debate público os limites da dependência externa e a necessidade de fortalecer a autonomia econômica e política do país. Os indicadores econômicos apontam para uma recuperação significativa, e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais contribui para um cenário de maior otimismo em relação ao governo Lula.

No campo político, a prisão de Jair Bolsonaro provocou, em um primeiro momento, a fragmentação do campo da extrema-direita. Entretanto, esse setor segue em processo de reorganização. A candidatura de Flávio Bolsonaro desponta como um dos principais nomes capazes de disputar o campo conservador, enquanto outras candidaturas de direita permanecem fragmentadas e sem capacidade de se consolidar como alternativa viável até o momento.

Apesar da derrota eleitoral da extrema-direita, o centrão e esse campo político seguem hegemonizando a agenda do Congresso Nacional nos últimos três anos, impondo pautas desconectadas das demandas populares e da vontade expressa nas urnas. Propostas como a PEC da Blindagem e o PL da Dosimetria expressam esse projeto de bloqueio institucional, corretamente enfrentado pelo veto presidencial no dia 8 de janeiro. Trata-se de um Congresso inimigo do povo, marcado pelo fisiologismo e pela corrupção, que atua sistematicamente para limitar avanços sociais e democráticos.

Os atos convocados no último domingo por Nikolas Ferreira é uma tentativa de rearticulação da extrema-direita para as eleições deste ano, demonstrando que ainda preservam capacidade de mobilização e densidade eleitoral. Diante desse cenário, avaliamos que o país vive um equilíbrio frágil. Essa situação exige cautela, mas não permite a paralisia política. A unidade das forças democráticas, a resistência organizada, a mobilização popular e a disputa cultural são elementos centrais para enfrentar a conjuntura e impedir retrocessos. As recentes pesquisas apontam que o processo eleitoral será polarizado. O debate da segurança pública, assim como o caso do Banco Master podem trazer ainda mais instabilidade.

Nesse sentido, o PSOL deve cumprir um papel ativo e protagonista. É fundamental que o partido apresente uma agenda política capaz de renovar e fortalecer a aliança com o presidente Lula e com a frente democrática, ao mesmo tempo em que disputa corações e mentes em torno de um projeto político anticapitalista, popular e socialista.

O PSOL reafirma seu compromisso histórico com a defesa do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Nesse sentido, celebramos a revogação do decreto 12.600 como resultado da luta dos povos indígenas e reconhecemos o esforço do Ministro Guilherme Boulos e da Ministra Sônia Guajajara, no sentido de abrir o diálogo e garantir a revogação do decreto.

O PSOL deve ser linha de frente na luta pelo fim da escala 6×1, atuando com prioridade absoluta pela aprovação da PEC que encerra esse modelo de exploração do trabalho. Além disso, diante do desafio de superar a cláusula de barreira, é imprescindível que as direções estaduais fortaleçam as chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados, buscando lideranças políticas, militantes, ativistas e figuras públicas comprometidas com o projeto do partido e capazes de contribuir para o fortalecimento eleitoral e político do PSOL.

Convocamos toda a militância do PSOL a se somar aos atos do 8 de março, para marchar coletivamente contra todas as formas de violência de gênero, em defesa da vida, da dignidade e da liberdade das mulheres. Diante do aumento significativo da cultura da misoginia que tem como consequencia direta a escalada dos casos de violência contra as mulheres em nosso país. Tais crimes além de terem se intensificado se mostram cada vez mais brutais. É urgente fortalecer a mobilização feminista e popular nas ruas.

7 de março de 2026
Diretório Nacional do PSOL

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