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Rodrigo Maia ignora pressão e marca para 12 de setembro votação de processo contra Cunha

Os deputados do PSOL e de outros partidos cobraram, inúmeras vezes ao longo desta semana, a imediata votação, no plenário da Câmara, do parecer que pede a cassação de Eduardo Cunha, mas mesmo assim o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ignorou os apelos e marcou a apreciação somente para o dia 12 de setembro.  A assessoria de Maia confirmou ontem (10) essa informação. Com isso, a apreciação do processo contra Cunha ocorrerá depois da votação final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, dando mais tempo de o deputado réu fazer novas manobras para tentar se salvar da perda do mandato.

Desde a leitura do parecer na segunda-feira (08), que deputados do PSOL vêm pressionando para que Rodrigo Maia incluísse o processo na pauta do plenário ainda esta semana. Pelo regimento interno da Câmara, após lido o parecer são contadas duas sessões do plenário e o processo passa a ter preferência sobre os demais, mas não tranca a pauta. Ou seja, Maia, se quisesse, poderia ter colocado o processo em votação na sessão de ontem (10).  Na terça-feira (09), a representação contra Eduardo Cunha completou 300 dias desde que fora protocolada no Conselho de Ética pelo PSOL e pela Rede.

Na sessão em que foi lido o parecer contra Cunha, o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), insistiu que a votação deveria ocorrer ainda esta semana, caso contrário ficaria evidente a tentativa de proteger Cunha e o governo interino de Michel Temer. Para Ivan, dentro do governo golpista muitos temem uma possível delação premiada de Eduardo Cunha. “Será inaceitável não colocar em votação o processo de cassação contra Cunha esta semana”, disse Ivan na ocasião.

Com a decisão de Maia, prevaleceu a defesa da base governista do presidente interino Michel Temer, que queria que a decisão sobre o futuro de Cunha ocorresse depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, previsto para o próximo dia 26.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou hoje a decisão do presidente da Câmara de marcar a votação para daqui um mês. Ele ironizou a decisão, chamando de “operação afaga o Cunha que ele cala”. “Nós vamos entrar no segundo recesso branco nesse período e isso significa que a operação para proteger o Cunha, para ele ficar quietinho, esquecido para ele ter mais pelo menos um mês de mandato completamente ilegítimo, está em pleno curso”. Confira aqui a fala completa de Chico Alencar.

Para a cassação de Cunha ser aprovada são necessários pelos menos 257 votos.

 

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