fbpx

Samarco pede novamente maior prazo para pagar multa pelo crime em Mariana

A mineradora Samarco e suas acionistas, a Vale S/A e a australiana BHP Billiton, solicitaram nesta segunda-feira (09/01) mais uma vez a prorrogação do prazo para o pagamento de R$ 1,2 bilhão em medidas reparatórias após a tragédia de Mariana (MG). O prazo inicial estabelecido pela Justiça foi 9 de dezembro de 2016, e, após uma petição das causadoras do maior crime ambiental do país, o prazo foi estendido por mais trinta dias.

Embora a BHP Billiton tenha conseguido em 2016 um lucro líquido de R$ 11 bilhões e a Vale tenha doado cerca de R$ 50 milhões a partidos políticos em 2014, as empresas afirmam que não têm recursos para o pagamento da multa.

O crime ambiental ocorreu no final de 2015, quando uma barragem de rejeitos tóxicos em Mariana (MG) se rompeu. O incidente resultou em 15 mortes e um rastro de lama tóxica percorreu grande parte de Minas Gerais e chegou até o Espírito Santo. A indenização foi solicitada por meio de uma ação civil pública pelos governos dos dois estados em conjunto com a União e órgãos ambientais federais e estaduais.

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Ivan Valente (PSOL-SP) lembra que, além da mídia brasileira não ter dado a devida atenção ao assunto, a penalização das responsáveis vem sendo branda e até hoje as cidades atingidas não conseguiram se recuperar. Confira:

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas