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Senado deve votar nesta terça PEC do teto de gastos; entidades convocam protestos

Diante da crise que vem se agravando cada novo dia no governo, acirrada agora com citações de Michel Temer e membros do primeiro escalão na última delação premiada da Operação Lava Jato, a ordem do Palácio do Planalto é garantir que as principais propostas do ajuste fiscal avancem no Congresso Nacional. Com isso, o governo jogará toda a pressão possível para que a PEC 55/2016, que limita os investimentos em serviços públicos nos próximos 20 anos, seja efetivamente votada na sessão desta terça-feira (13/12) no Senado Federal.

Aprovada em primeiro turno no dia 29 de novembro, a matéria é a proposta central do ajuste que vem sendo implementado por Temer e que abrirá o caminho para o avanço de outras matérias, como a reforma da Previdência.  A sessão deliberativa de terça-feira, em que a PEC deve votada, está marcada para as 10h. Em entrevista, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – considerando réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a PEC deve ser promulgada pelo Congresso no dia 15 de dezembro.

Resistência
Para esta terça-feira, entidades sindicais e estudantis convocam novo protesto com o objetivo de tentar barrar a aprovação da matéria. Diferente do dia 29/12, as manifestações de amanhã ocorrerão em outras capitais do país, além de Brasília. Na pauta, além da luta contra PEC 55, também estarão o repúdio a PEC 287/16 (reforma da Previdência), a MP da reforma do ensino médio e a reforma trabalhista já anunciada por Temer.

Na capital do país, centrais, confederações, federações e sindicatos de base se reunirão a partir das 15h, no Museu Nacional da República. De lá, a manifestação, que está sendo chamada também pelo Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Federais (Fonasefe), sairá em caminhada, por volta das 17h, rumo ao Congresso Nacional, onde será realizado ato público com intervenções das lideranças das organizações. Estudantes secundaristas e universitários se reunirão mais cedo, por volta das 14h, no Teatro Nacional. No meio da tarde, eles também seguirão para a concentração no Museu. Antes disso, lideranças sindicais farão trabalho de pressão no Senado, na tentativa de garantir a derrota da proposta na votação em segundo turno.  Em São Paulo, a manifestação será na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, a partir das 18h.

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