Avança o pedido de cassação do mandado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados. Às vésperas de completar 300 dias desde que o PSOL e a Rede entregaram a representação contra o então presidente da Casa ao Conselho de Ética, foi feita, nesta segunda-feira (08), a leitura do processo em plenário, pelo deputado Hildo Rocha (PMDB-MA). O parecer recomenda a cassação de Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar.
Agora, para o processo entrar na Ordem do Dia são contadas duas sessões do plenário. A partir daí, o processo passa a ter preferência sobre os demais, mas não tranca a pauta. A data de votação será definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Durante a leitura do parecer, diversos parlamentares se manifestaram pedindo agilidade no processo de votação. Importante destacar que Rodrigo Maia só incluiu a leitura do processo na pauta desta segunda-feira após muita pressão dos deputados do PSOL e de outros partidos. O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), afirmou que a votação tem que acontecer ainda esta semana, do contrário, ficará evidente a tentativa de proteger Cunha e o governo interino de Michel Temer. Para Ivan, dentro do governo golpista muitos temem uma possível delação premiada de Eduardo Cunha. “Será inaceitável não colocar em votação o processo de cassação contra Cunha esta semana”.
Pelas regras da Câmara, a leitura é o primeiro passo antes da votação no plenário. A cassação entra na pauta após 48 horas de lido o parecer, abrindo a possibilidade de votação ainda na quarta-feira (10). Para a cassação de Cunha ser aprovada são necessários pelos menos 257 votos.
Assista, abaixo, a fala do líder do PSOL, no plenário da Câmara.

