Vivemos um agitado momento da vida política brasileira, de debates intensos e diferentes posicionamentos no campo progressista acerca das saídas para a crise.
O PSOL já deixou clara a sua posição: somos contra a saída gestada pelos partidos da oposição conservadora, pelo grande capital e pelos grandes meios de comunicação. A troca de governo acelerará os ajustes pretendidos pelos poderosos, retirando direitos dos trabalhadores e atingindo o nossa soberania. É preciso construir uma saída pela esquerda. Nesse sentido, o partido não compartilha da opinião de Luciana Genro sobre a não existência de uma tentativa de golpe, tampouco da sua defesa de Eleições Já. São diferentes visões que devem ser debatidas com respeito.
Portanto, afirmamos que é inaceitável qualquer argumento que pregue a violência e a intolerância contra posições divergentes, como foi o caso do comentário de Breno Altman no dia 29 de março último no seu perfil do Facebook em relação à Luciana por uma entrevista por ela concedida.
É absurda qualquer declaração que faça alusão ao assassinato de uma liderança política, ainda por cima disfarçada numa suposta carga de humor, típico recurso utilizado para perpetuar preconceitos.
Por fim, incitar a violência contra uma mulher num país onde as mulheres sofrem a cada minuto com a violência e com os altos índices de feminicídio é fazer coro com os valores da direita golpista e não com a construção de uma saída pela esquerda.
Brasília-DF, 31 de março de 2016
Setorial Nacional de Mulheres do PSOL

