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Talíria Petrone: “Não temos democracia plena sem representatividade e diversidade na política institucional”

Em entrevista à Rede Brasil Atual, a deputada federal do PSOL Talíria Petrone falou sobre a representação feminina no Congresso Nacional, que está muito abaixo de representar de fato a sociedade brasileira. Elas são 52,5% dos eleitores, mas têm apenas 15% das vagas do parlamento brasileiro.

Atualmente, das 513 cadeiras da Câmara, 77 são ocupadas por deputadas. Já o Senado possui apenas 12 mulheres eleitas entre as 81 vagas disponíveis.

“Assim, hoje temos cada vez mais mulheres colocando seus corpos, suas ideias, sua luta para ocupar a política. Mas ainda vivemos uma realidade em que poucas são eleitas, e quando são eleitas têm dificuldades de exercer seus mandatos. As barreiras são inúmeras. Começam, inclusive, na atuação dentro dos próprios partidos, passando pelo excesso de trabalho com a tripla jornada e indo até a falta de ressonância na população para eleger mais mulheres”, analisou Talíria.

“Então, é fundamental que para termos democracia plena, os legislativos e os executivos tenham mais a nossa cara, do povo trabalhador e das mulheres. Precisamos de mais de nós lá para barrar os retrocessos e fazer avançar nas nossas reivindicações”, continua.

A bancada do PSOL é a única com maioria feminina de todo o Congresso Nacional, com 6 deputadas federais – além de Talíria (RJ), Sâmia Bomfim (SP), Fernanda Melchionna (RS), Luiza Erundina (SP), Áurea Carolina (MG) e Vivi Reis (PA) – entre os 8 atuais parlamentares do partido.

“Não há possibilidade de termos uma democracia plena sem representatividade e diversidade na política institucional. Os partidos, e aí eu estou falando os de esquerda que são os que realmente estão preocupados com essas mudanças, precisam incentivar, apoiar e bancar candidaturas de mulheres, negras e negros, LGBTIA+, indígenas e quilombolas para que a correlação de forças esteja mais favorável aos setores da população mais atingidos pela política de retrocessos em curso”, pontuou Talíria.

Segundo o Mapa das Mulheres na Política, realizado em 2020 pela ONU e a União Interparlamentar (UIP), o Brasil ocupa o 140º lugar no ranking de representação feminina. Desse modo, fica à frente apenas de Belize (169º) e Haiti (186º) nas Américas.

“À medida que há um acirramento da violência política, mais receio as mulheres podem ter de participar das disputas. Da nossa parte, vamos sempre denunciar, lutar nas ruas e no parlamento até que mais nenhuma mulher negra seja ameaçada por reagir à condição de subalternidade que nos foi reservada. Quando falamos que não farão mais política sem nós, estamos dando o nosso recado de que estamos aqui para enfrentar essa realidade”, concluiu a deputada federal.

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