A deputada Talíria Petrone será a líder da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados em 2025. Indicada ao posto pela segunda vez, ela já havia representado o partido em 2021 durante seu primeiro mandato como deputada federal.
Dessa vez, a parlamentar fluminense assume a liderança com desafios importantes: combater à extrema direita, defender o meio ambiente e lutar por direitos sociais e trabalhistas.
Quem é Talíria Petrone?
Mulher negra, feminista, socialista, licenciada em história e mestre em serviço social, Talíria foi eleita deputada federal em 2018 e cumpre seu segundo mandato após ter sido vereadora de Niterói (RJ) por dois anos. Em 2022, foi reeleita com quase 200 mil votos, sendo a terceira mais votada para a Câmara Federal e a mais votada da esquerda no estado do Rio de Janeiro.
Talíria já teve conquistas importantes, como a aprovação da Lei Mães Cientistas, que estende prazos acadêmicos para estudantes e pesquisadores que se tornam pais. Além disso, coordena o Grupo de Trabalho do Clima da Frente Parlamentar Ambientalista, atuando na fiscalização e no combate às crises ambientais no Brasil.
Novos desafios
Para Talíria, o PSOL tem um papel essencial dentro da frente ampla que elegeu Lula, garantindo que o governo avance na redução das desigualdades. “A frente ampla foi fundamental para eleger o presidente em 2022 e será novamente importante em 2026. Mas sabemos que o centrão, o setor do agro e os liberais não se acanham em defender seus interesses. O PSOL cumprirá seu papel fortalecendo uma agenda popular junto ao povo brasileiro”, afirma.
A nova líder também pretende enfrentar o discurso da austeridade, defendendo políticas públicas que gerem empregos, aqueçam a economia e promovam a distribuição de renda.
Como mãe, reforça a importância de mais mulheres ocuparem espaços de decisão: “Lugar de mãe também é na política. Queremos que mais mulheres estejam em posições que permitam decidir sobre políticas públicas que impactam nosso cotidiano e a juventude”.
Em 2025, o foco da liderança é nítido: defender os direitos do povo, fortalecer o governo junto à base popular e barrar o avanço do fascismo e do colapso climático. “O que está em jogo não é meu mandato, não é a Talíria. É o futuro do país e da humanidade”, conclui a nova líder.

