O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é uma aposta: ideológico quando o pensamento dominante decreta o fim das ideologias; pro- gramático no tempo do pragmatismo total; com horizonte utópico em meio à absolutiza- ção do presente. O PSOL organiza militantes movidos a ideal enquanto a regra é ter ‘funcio- nários’ e ‘cabos eleitorais’ pagos.
O PSOL carrega no próprio nome um de- safio: ousa ressignificar o socialismo e preten- de afirmá-lo, como projeto de sociedade, sem sacrificar a liberdade, como tanto aconteceu desde o início do século passado. O PSOL quer radicalizar a democracia direta, participativa e representativa, socializando desde já os meios de governar. O PSOL tem compromisso com a questão ambiental e a dos direitos humanos, antíteses do individualismo consumista.
A época é de derretimento partidário. Deze- nas de legendas funcionam como organizações de interesses difusos, quase nunca públicos.
Os 10 Anos de PSOL no Congresso Nacional
Partidos, como entes ‘para si’, empresas volta- das para o lucro de seus ‘acionistas’ e ‘direto- res’. Isso quando não se tornam abrigos de má- fias voltadas para explorar, pelo clientelismo, a boa fé do povo, dando continuidade à nossa má tradição patrimonialista. Partidos que vivem apenas em função do calendário eleitoral, sus- tentados pela ocupação de cargos na máquina governamental e pelos nacos dos orçamentos que conseguem abocanhar.
O PSOL, no seu amadurecimento de uma década, mantém saudável intransigência, não sectária: flexível na tática, firme na estratégia, jamais abrindo mão de princípios. Não quer acomodar-se à (des)ordem dominante. Em meio a tanto desencanto com a política, afir- ma-se como um sinal de esperança.
O PSOL, republicano e participativo, sabe-se ainda pequeno, mas não abre mão de sua vocação de grandeza. Você, cidadã(o) co- mum, está chamado a construí-lo também.
Chico Alencar
Líder da Bancada na Câmara dos Deputados, setembro de 2015

