A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados vem trabalhando nos últimos dias para a apreciação no plenário em regime de urgência do Projeto de Lei 3089/23, que trata da implementação do “Programa Vini Jr. de Combate ao Racismo” nos estádios e nas arenas esportivas do Brasil.
A iniciativa ganhou força após o caso de racismo sofrido pelo jovem jogador Luighi, de 18 anos, com gestos racistas vindos da torcida do Cerro Porteño, do Paraguai, que jogava contra o Palmeiras pela Libertadores Sub-20.
Na saída, ao ser abordado por um jornalista sobre o jogo, o jogador respondeu indignado: “Vocês não vão me perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu hoje comigo? (…) A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Ou a CBF, sei lá. Você não ia perguntar sobre isso né? Não ia. É um crime o que ocorreu hoje.”
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O projeto da bancada do PSOL prevê a interrupção do evento esportivo em andamento em caso de denúncia ou reconhecida manifestação de conduta racista. Campanhas de conscientização, além de instrução e capacitação de profissionais, entre outras medidas, também fazem parte da proposta.
No Rio de Janeiro já há uma Lei em vigor que trata do assunto, apresentada e aprovada pelo deputado estadual do PSOL Professor Josemar. “Fico muito feliz que a lei esteja sendo nacionalizada, isso dá sentido geral ao nosso projeto. O racismo é uma chaga na história do nosso país e em todo nosso território precisa ser combatido”, disse Josemar ao UOL.
Um dos autores da proposta federal, o deputado Chico Alencar (PSOL) declarou: “Nenhuma pessoa deveria passar por atos como esse que Vini Jr, Luighi e tantos outros enfrentam quase diariamente – e pior – com a quase certeza da impunidade de seus algozes. Uma campanha que diz “BASTA DE RACISMO” não pode ficar só no campo do marketing.”

