
O vereador do PSOL em São Carlos, Djalma Nery, vem sofrendo uma série de ataques nas redes sociais pela deputada federal Carla Zambelli e o Gabinete do Ódio bolsonarista após divulgar um dossiê sobre a pressão de operadoras de planos de saúde sobre médicos para que eles receitem o “tratamento precoce” ineficaz contra a Covid-19.
O dossiê foi feito para embasar uma ação no Ministério Público contra a Hapvida e a sua subsidiária São Francisco, grandes operadoras de planos de saúde nas regiões de São Carlos e Araraquara, no interior do estado de São Paulo.
Uma série de denúncias realizadas por médicos aponta que as empresas de planos de saúde têm os coagido para prescrever medicamentos como cloroquina e ivermectina para tratar a Covid-19, remédios já comprovadamente ineficazes no combate à doença. Uma operadora chegou a demitir um médico e ameaçou desligar outros profissionais que não adotassem a hidroxicloroquina e a ivermectina no tratamento de pacientes com síndrome gripal suspeitos de estarem com Covid-19.
Ela é tão covarde que precisou editar um vídeo de debate ao vivo do qual participei no @jornaldaclube, já totalmente desleal, para tentar me desmoralizar.
Ela faz isso pq defende a empresa Hapvida, que obriga médicos a prescreverem medicações do kit covid contra a vontade deles.
— Djalma Nery (@djalmaneryneto) April 11, 2021
CENÁRIO É GRAVE E SE REPETE NA PREVENT SENIOR
Nesta segunda-feira (12), uma reportagem da GloboNews apresentou a denúncia de vários médicos que trabalhavam na Prevent Senior e foram obrigados a trabalhar mesmo contaminados com Covid-19 e a receitar medicamentos como a Flutamida para tratar a doença. A Anvisa determina que este remédio não seja usado sob nenhuma outra circunstância que não seja o câncer de próstata, já que 4 mulheres morreram de hepatite fulminante após tomar o medicamento.
Em uma prova apresentada por um dos médicos, um diretor da empresa orienta os subordinados a medicar todos os pacientes com problemas respiratórios com hidroxicloroquina e azitromicina sem avisá-los disso, apesar de serem medicamentos sem indicação para Covid-19.
A reportagem também obteve prontuários médicos e outros documentos que mostram práticas vetadas pelo Conselho Federal de Medicina, como a ozonioterapia.


