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Vereador João Alfredo (PSOL-Fortaleza) defende legitimidade do Ministério Público

As discussões a respeito de ação do Ministério Público (MP) estadual contra a prefeita Luizianne Lins, que estaria utilizando guardas municipais para dar segurança à sua mãe, Luiza Lins, continuam gerando polêmica no plenário da Câmara Municipal. Enquanto a base aliada critica a celeridade da promotoria em ações contra a petista, a oposição apoia as denúncias apresentadas.

Na sessão de ontem, 23,  o líder do Governo, Ronivaldo Maia (PT) alfinetou, mais uma vez, o promotor Ricardo Rocha, responsável pela denuncia criminal e ação civil pública por ato de improbidade administrativa, ajuizado no Tribunal de Justiça (TJ) do Ceará contra Luizianne.

O petista disse que o promotor “gosta de aparecer”, mesmo ressaltando que não falou, em momento algum, que Ricardo Rocha quer ser candidato à Prefeitura de Fortaleza.

“Acho errado este estardalhaço todo que se fez, mesmo sem o promotor ter apresentado provas contundentes contra a prefeita”, salientou, defendendo que o gestor Municipal é respaldado para utilizar a Guarda para segurança de seus próximos, através da Lei Complementar 004/1991.

Infeliz

O vereador João Alfredo (PSOL), por outro lado, defendeu a legitimidade do MP, como “instituição fundamental para a condução do Estado Democrático de Direito” e disse, ainda, que “a ação do Ministério Público só deve assombrar aqueles que temem alguma coisa”. O parlamentar ressaltou também que o colega petista “foi infeliz” ao afirmar, na semana passada, que o órgão tem interesse em investigar determinadas situações e esquece de outras.

Ronivaldo reclamou da morosidade da instituição em investigar o caso de um professor que atropelou um colega de profissão durante os protestos dos educadores em junho passado, em frente à Câmara. Conforme destacou o petista, o procurador geral do Município, Martônio Mont´Alverne, protocolou pedido de investigação ao MP, mas ainda não houve resposta.

O vereador Plácido Filho (PDT), líder da oposição, denunciou que os guardas municipais vêm atuando como seguranças da mãe da prefeita desde o início da gestão de Luizianne. Já o vereador Guilherme Sampaio (PT), da base aliada, afirmou que muitas das vezes determinadas ações do Ministério Público têm dificultado o trabalho dos gestores municipais.

Crise

“É preciso salientar que promotor também erra, pois ele não está acima do bem e do mal. O secretário, fica às vezes, mais tempo respondendo a questionamentos do Ministério Público do que resolvendo os problemas da pasta”, disse o petista.

Para tentar amenizar a crise que se instaurou entre liderança da base aliada e MP, depois de troca de insultos de ambos os lados, o vereador Adelmo Martins (PR) apelou para que os envolvidos encerrassem as discussões. “Isto não vai levar a nada. É importante que as duas autoridades se entendam da melhor maneira”, disse.

*Fonte: Diário do Nordeste

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