Comunidades atingidas pelo crime da Vale em Brumadinho que aconteceu em 25 de janeiro de 2019 acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (10) para pedir a cassação da homologação do acordo de reparação celebrado na última quinta-feira (4) entre a mineradora e o governo de Minas Gerais.
O documento tem o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e é assinado pela Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (ANAB), Centro de Alternativas Socioeconômicas do Cerrado (CASEC), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido dos Trabalhadores (PT).
O grupo reivindica o direito das pessoas atingidas de participar, de modo direto e em igualdade de condições, das negociações sobre a reparação dos danos socioambientais e socioeconômicos decorrentes do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho.
“Nesses dois anos, acompanhamos processos de adoecimento e morte decorrentes da tragédia criminosa em Brumadinho. Desconsiderar as pessoas atingidas é seguir submetendo essas famílias a violações de direitos”, afirmou Áurea Carolina, deputada federal do PSOL por Minas Gerais e que vem acompanhando o caso de perto desde seu início.



