A Câmara dos Deputados iniciou o recesso parlamentar em 18 de julho sem concluir a votação em segundo turno da contra reforma política, sendo um dos pontos pendentes mais importantes o que trata do financiamento privado das campanhas eleitorais no Brasil.
Com receio de que o financiamento privado não fosse aprovado na semana que antecedeu o recesso parlamentar, Eduardo Cunha remeteu a votação para agosto. Com isso tenta ganhar tempo para garantir, por meio da pressão e da chantagem, que a maioria conquistada no primeiro turno da votação se mantenha.
Mas dias após a decisão de adiamento desta votação, o presidente da Câmara foi alvo de graves denúncias de corrupção, com o lobista Júlio Camargo tendo declarado em sua delação premiada que Eduardo Cunha teria recebido 5 milhões de dólares em propina.
As denuncias levaram a um enfraquecimento do atual presidente da Câmara, um dos principais fiadores da proposta de constitucionalização do financiamento empresarial de campanha e mentor da chamada PEC da Corrupção. Além de estar mais fragilizado pelas denuncias de corrupção, há uma clara maioria social contra o financiamento privado de campanha – duas pesquisas de opinião atestaram recentemente que mais de 70% da população é contra a proposta.
As pesquisas de opinião sobre o financiamento privado desnudam a demagogia de Cunha, que aprovou o fim da maioridade penal “em nome da maioria”, mas nega-se a ouvir a maioria quando o tema é o financiamento empresarial das campanhas eleitorais.
É neste cenário de enfraquecimento de Cunha e de consolidação de uma maioria social contra o financiamento empresarial – considerado a raiz da corrupção na política – é que temos a chance real de revertermos a votação, derrotando o financiamento empresarial de campanha no segundo turno da votação em agosto.
Temos duas semanas para aquecer esta pauta nas redes sociais e mobilizar a sociedade.
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