Para o PSOL, as adesões formais do PMDB e do PSDB a Arlindo Chinaglia, candidato petista à presidência da Câmara dos Deputados, são mais um passo na negação da política de causas e princípios, crescentemente abafada por busca de cargos e benesses que o poder possibilita. Nessa "tríplice aliança" vislumbramos a reedição de uma nova política dos governadores", com a barganha do apoio nacional pelo voto nas Assembléias Estaduais. As adesões, com viés corporativista, são feitas sem qualquer base programática para a gestão da Câmara dos Deputados no próximo biênio. A candidatura de Aldo Rebelo também apresenta esta debilidade de propostas, prisioneira que é, na sua origem, das luzes do Planalto.
Preocupado com a profunda crise da representação parlamentar e com a
perda crescente de autonomia e credibilidade do Legislativo, cujas
forças até agora dominantes parecem alheias ao abismo entre a população
e as instituições políticas, o PSOL reafirma seu empenho na construção
de uma via alternativa para a Câmara dos Deputados, baseada nos
preceitos da independência, da transparência, da austeridade e da
participação popular.
Na próxima terça-feira vamos, com outras forças políticas,
detalhar esse programa, inclusive com as contribuições de setores da
sociedade, como a Transparência Brasil, e definir o nome que o
encarnará, desafiando os demais candidatos a confrontarem conosco suas
propostas até agora inexistentes.
Chico Alencar
Deputado Federal PSOL/RJ e líder do partido na Câmara dos Deputados

