A deputada estadual do PSOL em Minas Gerais, Andreia de Jesus, sofreu ofensas machistas e racistas de capangas de latifundiários do estado em viagem que fazia para visitar as comunidades quilombolas de Sangradouro, Gameleira e Croatá, nesta segunda-feira (7), véspera do Dia Internacional de Luta das Mulheres.
A visita acontecia para dar a ótima notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a posse legítima do território pelas comunidades tradicionais, em uma vitória decisiva contra os latifundiários da região.
A parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de MG, já registrou um boletim de ocorrência pelo crime de desacato. “Infelizmente, não é a primeira vez que enfrento o racismo estrutural e o machismo que não consegue ver em mim o papel institucional para o qual fui eleita”, relembra a parlamentar.
Passando para avisar que estou no batalhão de polícia registrando o B.O. de desacato. Infelizmente, não é a primeira vez que enfrento o racismo estrutural e o machismo que não consegue ver em mim o papel institucional para o qual fui eleita. 🧵🪡
— Andréia de Jesus 💉✊🏿 #VidasNegrasImportam (@andreiadejesuus) March 7, 2022
Desde o ano passado a deputada do PSOL, primeira mulher negra eleita para o parlamento mineiro em mais de 300 anos de história, tem que usar escolta policial após as graves ameaças de morte que sofreu por seu trabalho a frente da Comissão de Direitos Humanos.
Na época, Andreia foi perseguida por acolher as denúncias e pedidos de ajuda de mães de vários dos 26 jovens mortos em uma ação policial em Varginha (MG) em outubro de 2021.

