Os trabalhadores do INSS iniciaram sua paralisação no dia 16 de junho de 2009. A greve, de caráter nacional, é fruto das políticas do governo para a Previdência, que incluem um arbitrário aumento de jornada, redução salarial, falta de novos concursos e uma rotina produtivista de alcance de metas, entre outros pontos.
A greve enfrenta também uma incomum disposição do governo Lula em acabar com o direito de greve e organização também no setor público. Antes mesmo da greve ser iniciada o governo entrou com liminar proibindo a greve, impondo multas sobre a Federação dos Previdenciários com o intuito de quebrar a organização dos trabalhadores e não abrindo até agora qualquer canal de negociação, mesmo após mais de 15 dias de greve em 17 estados da federação.
Quando do início da crise econômica no Brasil, em outubro do ano passado o grande Capital iniciou um amplo processo de demissões no setor privado, aproveitou o momento para atacar u ma série de direitos trabalhistas e chantagiou os trabalhadores com a redução de salários.
Eis que o governo federal presta-se ao mesmo papel ao querer impor sobre os trabalhadores da Previdência Social a redução salarial, o ataque a conquistas históricas dos trabalhadores do setor público como a jornada de 30 horas e ainda por cima desrespeitando acordos anteriormente assinados com a categoria. É a mesma lógica de em tempos de crise buscar atacar direitos e salários jogando sobre as costas dos trabalhadores o ônus da crise. Pois o estado brasileiro tem fundamentalmente uma política para salvar o Capital na crise.
Busca-se reduzir salários dos servidores, congelar a contratação de novos concursados para melhorar o atendimento à população, cortar gastos em serviços públicos e sociais, enquanto isenções fiscais sem fim são oferecidas ao Capital, diminuindo assim a capacidade de arrecadação e investimento do Estado. Ao lado disso, rios de dinheiro das próprias reservas do país continuam comprometidos para pagar, por exemplo, a dívida externa de curto prazo das grandes empresas capitalistas, e a remuneração ao capital financeiro através da agiotagem dos juros da dívida pública continua a exaurir o Orçamento da União.
Por isso, o PSOL apóia integralmente o movimento dos trabalhadores e trabalhadoras do INSS que visam fazer valer seus direitos historicamente conquistados.
É necessário fazer o alerta de que há pressão do governo sobre os servidores em greve nas agências, com intimidações a respeito da adesão à greve, ameaças de lançamento de faltas e mandado judicial, assédio moral e uma série de denúncias que o nosso partido tem recebido.
Por isso, trata-se de um momento e uma greve em que é fundamental a união dos setores populares autênticos e combativos da classe trabalhadora para apoiar lutas de resistência e defesa de direitos como a greve no INSS, de forma a tiva e concreta.
O PSOL coloca-se a disposição da greve e do movimento neste momento de grande enfrentamento com a intransigência do governo.
– todo apoio a greve dos servidores do INSS
– contra a redução dos salários da categoria
– nenhum direito a menos para os trabalhadores da Previdência Social,
– nenhum corte de Orçamento para os serviços públicos e sociais

