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Após renunciar ao cargo, Cunha tenta manobrar para que processo volte ao Conselho de Ética

Depois de renunciar ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha agora tenta manobrar para que o processo que pede a sua cassação por quebra de decoro parlamentar volte à estaca zero. Nesta quinta-feira (07), o peemedebista protocolou um aditamento ao recurso que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa pedindo o retorno do processo, protocolado pelo PSOL e pela Rede, ao Conselho de Ética.

O objetivo de Cunha é, com o aditamento, reforçar o recurso na CCJ, cujo relator é o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que pede a anulação da votação que decidiu, por 11 votos a 9, pedir a cassação de seu mandato. Aliado de Cunha e pastor na mesma igreja que o deputado réu – Assembleia de Deus -, Fonseca acatou parcialmente o recurso, sendo favorável à anulação da reunião do Conselho de Ética.

Segundo informações da Agência Brasil, no aditamento, a defesa do deputado argumenta que, com sua renúncia, cessou a motivação do conselho para pedir a cassação do mandato. Segundo Cunha, o fato de ele estar no comando da Casa foi visto pelo colegiado como um dos “motivos determinantes” para a aprovação do pedido de cassação. “Em circunstâncias diferentes, isto é, não sendo presidente, haveria a possibilidade de ser absolvido pelo colegiado”, afirma Cunha no documento.

photo455844108149303487Reunião da CCJ é adiada
Também nesta quinta-feira (07), mesmo dia em que Eduardo Cunha apresenta a sua renúncia da presidência da Câmara, o presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) decidiu adiar a votação do parecer de Ronaldo Fonseca, prevista inicialmente para segunda-feira (11). Agora, a reunião será na terça-feira, dia 12, mesma data escolhida pelos líderes da base aliada para escolher o novo presidente da Câmara.

Segundo a assessoria da CCJ, Serraglio ainda não decidiu qual procedimento adotar em relação ao aditamento de Cunha, deixando em aberto se acolherá o pedido ou se o colocará para votação no plenário da comissão. Caso seja acolhido por Serraglio ou pelo plenário, o processo, que já é o mais longo da história da Câmara, retornaria ao início.

Aliado é favorito
Engana-se quem pensa que ao renunciar, Eduardo Cunha abriu mão do controle da Câmara dos Deputados. O objetivo do deputado réu é eleger um sucessor para a presidência da Casa que seja seu aliado. A votação está marcada para a próxima terça-feira (12).

Informações divulgadas por veículos da grande imprensa dão conta que pelo menos 12 nomes circulam como candidatos, sendo cinco com mais força: Rogério Rosso (PSD-DF), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Baleia Rossi (PMDB-SP), Fernando Giacobo (PR-PR) e Beto Mansur (PRB-SP).

O nome mais forte até agora é o de Rosso, que conta com o apoio de Cunha, do chamado “centrão” (grupo de deputados de PP, PR, PTB, PSD e PRB) e a simpatia do Palácio do Planalto. O escolhido vai dirigir a Câmara durante um “mandato-tampão”, até 1° de fevereiro do ano que vem, sem possibilidade de reeleição.

 

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