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“As denúncias apontam crimes contra a administração pública”, afirma Heloísa Helena

O PSOL protocolou na manhã desta quarta-feira, 28 de maio, representações por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, e o senador Marconi Perillo. A presidente do partido, Heloísa Helena, disse que é obrigação apresentar solicitação para abertura de processos investigatórios contra parlamentares suspeitos de crimes contra a administração pública.

“As denúncias apresentam indícios relevantes de tráfico de influência, intermediação de interesses privados, exploração de prestígio. Portanto, crimes contra a administração pública que atentam contra o decoro e ética parlamentar”, afirmou Heloísa. Estavam presentes a presidente do PSOL, Heloísa Helena, a líder do partido na Câmara, deputada Luciana Genro (RS), os deputados Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ).

Sobre a representação contra o Paulinho, Heloísa Helena disse que o mais importante não é autoria da representação, referindo-se ao fato do corregedor da Câmara, Inocêncio de Oliveira, ter apresentado ontem seu parecer, mas sim que o processo seja realmente instalado. No caso de Marconi Perillo, a presidente do PSOL afirmou que o mandato não pode ser considerado uma ferramenta para se proteger de irregularidades que tenham sido cometidas antes do exercício do mandato. “Não seremos cúmplices de nenhuma irregularidade cometida”.

A líder do PSOL, deputada Luciana Genro, disse que trata-se de uma obrigação apresentar a representação, apesar da tradição dos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado em absolver parlamentares mesmo quando há evidências fortes que comprovam a quebra de decoro. “Vamos apelar para sociedade no sentido de que faça pressão para que os Conselhos de Ética julguem com justiça e não com corporativismo”.

Marconi Perillo e Paulo Pereira da Silva – As representações contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), o Paulinho da Força Sindical, e o senador Marconi Perillo (PSDB/GO) foram protocoladas nesta manhã no Conselho de Ética e na Mesa-Diretora das duas Casas.

Paulo Pereira da Silva é acusado de envolvimento em esquema de corrupção e propina envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), descoberto pela Polícia Federal na operação Santa Tereza, em abril passado. O deputado teria recebido R$ 325 mil para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões à Prefeitura de Praia Grande (SP) e participado de repasses de recursos para a ong Meu Guri, presidida por sua esposa, Elza Pereira, e para ong Luta e Solidariedade, dirigida pelo sindicalista Eleno José Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Marconi Perillo é acusado de crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, exploração da máquina pública na campanha de 2006 e uso de notas frias e laranjas para fraudar a prestação de contas das eleições daquele ano. Por estes delitos, o senador é investigado no Supremo Tribunal Federal em processo que corre em segredo de justiça, juntamente com o governador de Goiás, Alcides Rodrigues. O Ministério Público também investiga Perillo por crime de tráfico de influência, ao negociar com a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, decisão a favor de um aliado seu, em processo envolvendo a prefeitura de Itumbiara (GO).

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