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Assessor Jurídico da Pastoral Carcerária critica cultura de encarceramento

Em entrevista concedida à DW Brasil, Paulo Malvezzi, Assessor Jurídico da Pastoral Carcerária, fez uma análise das barbáries que ocorreram em presídios brasileiros na última semana. Para ele, o problema está no que chamou de encarceramento em massa – a expansão desenfreada do sistema prisional em “condições de absoluta degradação”.

Para Malvezzi, as facções criminosas são, na verdade, uma consequência e não uma causa das chacinas e do aumento da criminalidade dentro e fora dos presídios.

Uma das soluções apontadas por Malvezzi para o fim do genocídio nos presídios é o fim da guerra às drogas. Cerca de 80% da população carcerária está envolvida em crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas – muitos deles injustamente, segundo apontou relatório da ONG Human Rights Watch.

A Pastoral existe no Brasil desde 1986 e é um dos braços da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Pastoral luta pelos direitos humanos dos presidiários e pelo combate à violência por meio de educação e políticas sociais. O antigo coordenador nacional da Pastoral Carcerária Padre Francisco Readon, chamava as penitenciárias brasileiras de “corações do inferno”.

Confira aqui a entrevista completa.

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