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Atos pela democracia e contra o ajuste fiscal reúnem mais de 700 mil pessoas

PSOL esteve presente nas manifestações, demarcando sua posição de que a saída da crise deve ser pela esquerda

Nesse de 31 de março, 52 anos após o golpe que instalou a ditadura civil-militar no Brasil, manifestações juntaram cerca de 700 mil pessoas em todo o país em defesa da democracia e contra a retirada de direitos sociais. As palavras de ordem predominantes foram a denúncia do fraudulento processo de impeachment em curso no país, com elementos de golpe institucional, e a oposição ao avanço da direita conservadora.

O PSOL participou das manifestações em todo o país, ao lado das organizações que compõem a frente Povo Sem Medo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora. O partido foi às ruas reafirmar sua posição contra o impeachment e as políticas do atual governo, de ajuste fiscal e retirada de direitos sociais e trabalhistas. Para o PSOL, a saída para a crise está à esquerda: com mais investimento em pautas sociais, taxação de grandes fortunas e aprofundamento da democracia.

Ganhou as ruas a denúncia de que o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados não tem qualquer base legal, uma vez que os motivos alegados pelos seus defensores não configuram crime de responsabilidade fiscal. Mas, também, em todo o país foram ouvidas palavras de ordem críticas contra a reforma da previdência, a entrega do Pré-Sal para empresas estrangeiras e a Lei Antiterrorismo, sancionada por Dilma Rousseff em março.

Luiz Araújo, presidente nacional do PSOL, falou para uma multidão de mais de 100 mil pessoas em Brasília. Em sua fala, ele cobrou coerência do governo petista, que hoje paga um alto preço pelas alianças e opções feitas nos últimos anos, mas também denunciou as manobras em curso da direita, capitaneada pelas figuras de Eduardo Cunha – réu na Operação Lava Jato e com processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara -, Michel Temer – cujo partido rompeu com o governo, mas sem deixar a vice-presidência da República e alguns ministérios – e Aécio Neves – candidato derrotado nas últimas eleições e também citado pelas investigações da Lava Jato. Nessa linha, Araújo reafirmou a posição do partido em defesa da democracia e contra a ofensiva da direita e o ajuste fiscal do governo. “Não estou aqui pela Dilma e seu governo, mas pela democracia”, disse Luiz, ressaltando a posição do PSOL por uma saída à esquerda da crise.

Assista na íntegra o vídeo da fala de Luiz Araújo na manifestação em Brasília:

UMA SAÍDA PELA ESQUERDA"Não estou nas ruas por Dilma. Estou nas ruas pela democracia conquistada a duras penas pelo…

Publicado por PSOL 50 em Sexta, 1 de abril de 2016

 

Em Brasília, onde aconteceu o maior ato, a concentração foi em frente ao estádio Mané Garrincha, de onde os manifestantes seguiram até o Congresso Nacional. Mais de 750 ônibus de todos os estados brasileiros vieram à capital federal, com militantes de vários movimentos sociais, entidades sindicais e organizações políticas, incluindo o PSOL.

A Jornada Nacional em Defesa da Democracia, convocada pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, também aconteceu em mais de 100 municípios, dos 26 estados brasileiros.

Em São Paulo, cerca de 60 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé, no centro da cidade. Bandeiras foram hasteadas na praça, local simbólico por ter sido palco das lutas do movimento Diretas Já, que exigiu eleições presidenciais no Brasil entre 1983 e 1984. Já no Rio, aproximadamente 50 mil manifestantes ocuparam o Largo da Carioca. O cantor Chico Buarque foi um dos artistas que participou do ato pela democracia na capital fluminense. Junto aos milhares de manifestantes, ele cantou a música “Admirável Gado Novo”.

Além dos atos nacionais, brasileiros que moram em outras partes do mundo também se manifestam contra o processo de impeachment e em defesa da democracia. Foram registrados atos em Bogotá (Colômbia), Paris (França), Munique (Alemanha), Copenhagen (Dinamarca), Coimbra (Portugal) e Barcelona (Espanha).

31 de março de 2016: em defesa da democracia e por uma saída pela esquerda

 

 

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