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Chacina de Unaí: Pistoleiros são condenados, mas mandantes continuam impunes

Chacina de Unaí ocorreu em janeiro de 2004, em Unaí (MG). Três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos em uma emboscada enquanto atuavam no combate ao trabalho escravo e apuravam irregularidades trabalhistas em colheitas de feijão
 
Os pistoleiros que participaram da Chacina de Unaí, no Noroeste de Minas, foram condenados à prisão. Os três acusados de executar funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) durante fiscalização em fazenda respondem por homicídio. Um deles foi condenado a 94 anos de prisão.
 
O primeiro julgamento da Chacina de Unaí aconteceu quase dez anos depois. Foram julgados, nessa primeira fase, os réus que estavam presos, pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.
 
A sentença foi proferida na madrugada de sábado (31) depois de quatro dias em sessão. Como a decisão é de primeira instância, ainda cabe recurso. Rogério Alan Rocha Rios, William Gomes de Miranda e Erinaldo de Vasconcelos Silva foram condenados por júri popular.
 
A chacina de Unaí ocorreu em janeiro de 2004, na cidade mineira. Três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos em uma emboscada enquanto atuavam no combate ao trabalho escravo.
 
Os empresários Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro, acusados de intermediar o crime; o fazendeiro Norberto Mânica, que é acusado de ter sido o mandante; e Humberto Ribeiro dos Santos, que teria ocultado provas vão a júri no dia 17 de setembro.
 
Já o julgamento de Antério Mânica, irmão de Norberto e também acusado de ter sido mandante, ainda não tem data definida para acontecer.

 

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