A Chapa 2 – APLB pra lutar denuncia que o processo eleitoral da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia apresenta diversas irregularidades que dificultam o voto dos filiados e fiscalização nas eleições programada para acontecer nos dias 4 e 5.
“Hoje (4) é o primeiro dia de votação para eleição da nova diretoria da APLB-Sindicato, porém, o processo iniciou-se com problemas. A comissão eleitoral tem dificultado a saída das urnas para as escolas, impedindo que os professores possam votar. A manhã chegou ao seu fim, mas apenas oito urnas, de 71 previstas para Salvador, foram liberadas. A comissão eleitoral é controlada pela chapa 1 (PCdoB/CTB) e o objetivo em retardar o processo é evitar que o professor expresse, democraticamente, a sua vontade”, afirma César Carneiro, professor da rede estadual e mestre em História Social.
Ele solicita que cada professor tem que atuar como fiscal e garantir que este processo não seja atropelado pela chapa da situação. “É muito importante que, caso as urnas não passem na sua escola o professor venha até a sede da APLB ou se dirija às urnas fixas da sua zonal. A vontade da categoria deve prevalecer”, afirma o sindicalista.
César Carneiro explica que “segundo edital publicado no dia 4 de junho, a votação deveria ocorrer das 8h às 21 horas, com urna fixa na sede do Sindicato, das Delegacias e Núcleos Sindicais, além das urnas itinerantes”, no entanto em Salvador as urnas só começaram a sair da sede do Sindicato por volta da 8h30min e não a captar votos no horário previsto. No Colégio Luiz Viana em Brotas, por exemplo, a votação só começou às 11h50min. Já no interior, a comissão eleitoral, escolhida pela atual direção do sindicato, sequer informou os locais de votação, limitando-se a comunicar apenas a quantidade de urna por regional”.
“Por que a comissão eleitoral escolhida pela atual direção do sindicato tem agido de forma a criar obstáculos ao exercício do direito de voto da categoria? A APLB-Sindicato tem cerca de 80 mil filiados em todo Estado, sendo mais de 15 mil na capital. A eleição deste ano quebra um ciclo de 15 anos com chapa única, e existe na categoria um forte desejo de mudanças, por isso muitos trabalhadores em Educação deverão se dirigir a sede do sindicato para votar nesta sexta-feira evitando o risco de mais um dia esperar em vão como aconteceu na maioria das escolas no primeiro dia de votação aonde as urnas não chegaram pela manhã nem pela tarde. Conclamamos a categoria a votar de forma livre e garantir seu direito de escolha”, finaliza César Carneiro.

